PR moçambicano diz que há pessoas a tentar prejudicar o censo geral da população

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique. (Cristiana Soares/RFI)

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que há pessoas que estão a tentar prejudicar o censo geral da população, reiterando o apelo às pessoas para colaborarem com as equipas de recenseadores.

“Sabemos que há um grupo de pessoas que está a desinformar, está a prejudicar as pessoas porque não há nenhum país no mundo que não saiba quantas pessoas tem”, declarou o chefe de Estado moçambicano, que falava durante um comício nos distritos de Guru, província de Manica, onde efetua uma visita de trabalho.

Filipe Nyusi voltou a apelar às populações moçambicanas para colaborarem no censo geral, considerando que trata-se de um processo fundamental para a definição de estratégia para o Governo.

“Para termos um banco aqui, por exemplo, foi necessário que o Governo dissesse que em Guru há muitas pessoas, porque os bancos só podem ser instalados onde há dinheiro”, observou o chefe de Estado.

“É melhor aderirmos ao recenseamento para sabermos quantos comprimidos devemos trazer aqui, quantos livros temos de comprar”, acrescentou como exemplos o Presidente moçambicano, apelando para que as populações recebam bem os recenseadores.

O processo vai durar 15 dias e, durante este período, espera-se que as equipas do Instituto Nacional de Estatísticas colham informações sobre a idade, estado civil, língua, profissão e educação da população.

O custo do quarto Recenseamento Geral da População e Habitação está estimado em 75 milhões de dólares (66,5 milhões de euros), dos quais 45 milhões de dólares (39,9 milhões de euros) serão gastos durante a fase de inquéritos.

O primeiro Recenseamento Geral da População em Moçambique foi realizado em 1980, cinco anos após a independência, seguindo-se o 1997 e 2007, com um intervalo de dez anos entre cada um, como recomendam as práticas internacionais sobre censos populacionais.

De acordo com dados oficiais, a população do país está estimada em cerca de 27,1 milhões, um crescimento de 30% desde o último censo (2007). (Diário de Notícias)

por Lusa

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