Polícia Civil e Ministério Público prendem quadrilha de tráfico de drogas da Baixada Fluminense

Coletiva na Cidade da Policia sobre a operação Aqueronte que desbaratou quadrilha de trafico de drogas na Baixada Fluminensel - Delegados Victor Tutimann e Sergio Caldas (Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo)

Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público desmantelou uma quadrilha de tráfico de droga que atuava em três municípios da Baixada Fluminense e já expandia sua atuação para Piraí, no interior do estado. Ao todo, 18 adultos foram presos e seis adolescentes apreendidos. A intenção dos 250 agentes da Polícia Civil era cumprir 43 mandados de prisão e apreensão.

— Foram cumpridos outros 12 mandados contra indivíduos que já estão presos. Esperamos que essa prática de devolver os indivíduos rapidamente à sociedade seja revista — disse o diretor da Polícia Civil Sergio Caldas.

A promotora do MP Simone Sibilio, que acompanhou a investigação, disse que as pessoas monitoradas, identificadas e presas já tinham, em sua maioria, outras anotações criminais:

— Foi um minucioso trabalho de inteligência, onde identificamos mais de 43 pessoas, mas algumas morreram antes da operação. A maioria já tinha anotação criminal. Não adianta só prender e soltar. Era uma quadrilha com alto poder de armamento e que se valia de crianças e adolescentes.

A operação foi iniciada a partir de um ataque a policiais na comunidade Sebinho, em Mesquita. Em setembro de 2015, um policial militar foi atingido no local e ficou paraplégico.

A policia resolveu batizar a operação de Aqueronte em alusão ao Rio Sarapuí, que corta as cidades onde a quadrilha atuava. Aqueronte, na mitologia grega, é o rio que leva a alma dos mortos para o inferno.

— Não tivemos mortes, mas isso representa o divisor de águas para aquela comunidade, tirando esses bandidos de circulação. Agora os moradores acreditam na Polícia Civil e podem contribuir, o que não faziam por medo — disse o delegado Matheus Romanelli, titular da 53º DP.

Os bandidos foram presos em suas casas e não desistiram à ação. Na chegada dos policiais ao Sebinho houve disparos de tiros e os agentes precisaram remover barricadas das ruas.(Jornal Extra)

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