Migrantes atirados ao mar por traficantes no Iémen. Cinco mortos e 50 desaparecidos

Imigrantes no Mediterrâneo (DR)

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, há registo de cerca de 100 sobreviventes dos quais 25 estão a receber tratamento médico

Cerca de 180 migrantes foram esta quinta-feira forçados por traficantes a lançarem-se ao mar ao largo da costa do Iémen, existindo registo de pelo menos cinco mortos e 50 desaparecidos, divulgou a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

É o segundo incidente deste tipo que é divulgado nas últimas 24 horas no Iémen.

Segundo a diretora do escritório da agência especializada da ONU na cidade iemenita de Adén, Lina Koussa, os sobreviventes deste novo incidente são cerca de 100, dos quais 25 estão a receber tratamento médico.

Este novo caso ocorreu na província de Shebua, localizada em frente ao golfo de Adén, uma zona que fica próxima do local onde outro grupo de cerca de 120 imigrantes oriundos da Somália e da Etiópia foi deliberadamente atirado ao mar por traficantes, segundo denunciou na quarta-feira a OIM.

Pelo menos 29 pessoas perderam a vida nesse incidente e outras 22 continuam desaparecidas, segundos os cálculos da OIM.

Cerca de 69 pessoas conseguiram sobreviver e chegar às costas do Iémen, país árabe afetado por uma guerra desde finais de 2014.

Funcionários da OIM encontraram as campas rasas de 29 dos migrantes numa praia de Shabwa durante uma patrulha de rotina. Os mortos foram enterrados pelos que sobreviveram.

A pouca distância marítima que separa o Corno de África (extremo oriental do continente africano, constituído pela Somália, pela Etiópia e pelo Jibuti, e que culmina no cabo Guardafui) do Iémen tem contribuído para que este trajeto seja uma rota de migração popular, apesar do conflito em curso no Iémen. Posteriormente, os migrantes tentam dirigir-se para os países do Golfo.

De acordo com a OIM, cerca de 55.000 migrantes abandonaram nações do Corno de África em direção ao Iémen desde janeiro deste ano, a maioria deles vindos da Somália e da Etiópia. Estima-se que um terço deles sejam mulheres.
(Diário de Notícias)

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