Malanje: Laúca contribui para desenvolvimento da economia

Malanje: Ministro da energia e aguas, João Baptista Borges, na cerimónia de inauguração da 1ª turbina da barragem de Laúca (Foto: Pedro Parente)

A entrada em funcionamento da barragem de Laúca, na província de Malanje, vai potenciar os sectores da agricultura por irrigação, a piscicultura e o turismo, declarou nesta sexta-feira, nesta localidade, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Ao intervir na cerimónia de inauguração deste grande empreendimento, presidida pelo Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, o ministro disse que o funcionamento desta barragem vai trazer benéficos indirectos para estes sectores da economia nacional.

Para complementar os investimentos feitos na barragem, estão a ser feitos outros investimentos na extensão da rede de transporte e distribuição das províncias de Luanda, Huambo e Bié.

A construção desta obra garantiu a formação de mais de três mil jovens e integração de cerca de 13 mil trabalhadores nas diversas especialidades.

A obra, que teve a duração de cinco anos, cumpriu com as condições de mitigação do impacto ambiental e social.

A construção do complexo hidroeléctrico, compreendeu o desvio do rio a partir de Junho de 2012, a construção do corpo da barragem que tem 156 metros de altura (o equivalente a um edifício de 54 andares), sendo capaz de armazenar mais de seis milhões de hectómetros cúbitos de água.

Foram também feitas escavações de túneis, numa extensão de cerca de 21 quilómetros e construída uma casa de força com pouco mais de dois mil megawotssa de capacidade.

Essa maior obra de engenharia civil e hidroeléctrica do país é um investimento do Estado angolano, avaliado em 4,5 mil milhões de dólares norte-americanos, e constitui mais do que o dobro da maior barragem em funcionamento, a de Cambambe, com 960 megawatts.

O aproveitamento de Laúca, um projecto estruturante do sector eléctrico, inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento (2012-2017), vai debitar ao sistema eléctrico nacional dois mil e 70 megawatts, dos quais dois mil e quatro megawatts da central e 65 MW da central ecológica.

Quando estiver totalmente concluída (em 2018), a barragem permitirá trazer estabilidade energética e dar-se início ao processo de interligação dos sistemas norte, centro e sul do país, e a produção crescerá na ordem de 122 por cento.

A partir da subestação de Laúca, de 400/200/60 KV, linhas de transporte de muito alta tensão sairão para as províncias do Huambo, passando pelo Waco Kungo (Cuanza Sul), e por Benguela, facto que impulsionará o desenvolvimento da indústria, agricultura, turismo e de outros sectores da actividade, tornando a economia nacional competitiva. (Angop)

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