Maduro enfrenta crescente isolamento internacional

Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro (Afp)

O governo da Venezuela foi condenado nesta terça-feira por 17 países do continente americano por uma “ruptura” da democracia e acusado pela ONU de violar os direitos humanos, o que aumenta o seu isolamento internacional após a instalação de uma polémica Assembleia Constituinte.

Um comunicado do grupo liderado pelo Brasil, Argentina, Canadá, México e Uruguai, lido para a imprensa pelo chanceler peruano, Ricardo Luna, denunciou “uma ruptura da ordem democrática” no país e não reconheceu a Constituinte e seus actos.

A declaração chega três dias depois do Mercosul (Mercado Comum do Sul) ter suspendido a Venezuela usando o mesmo argumento.

Antes, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, denunciou o “uso generalizado e sistemático da força excessiva e de detenções arbitrárias contra os manifestantes” e, inclusive, “torturas”. O secretário-geral do organismo, António Guterres, disse estar preocupado e que a Venezuela esteja a se distanciar da paz. (AFP)

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