Lourenço “pisca olho” aos fazedores de cultura

João Manuel Gonçalves Lourenço, Candidato do MPLA a Presidente da República trabalha no Bié (Foto: LEONARDO CASTRO)

O candidato presidencial do MPLA garantiu ontem que o seu partido vai fazer com que a cultura assuma um lugar de relevo na economia, participando na diversificação e na geração de riqueza e bem-estar para as comunidades.

João Lourenço, que falava num encontro com os fazedores de cultura e arte, no Centro de Conferências de Belas, defendeu a criação de oportunidades de trabalho e rendimento para os criadores, para forjar a identidade nacional e os valores fundamentais. O MPLA pretende, desta forma, dar prosseguimento à tarefa de resgatar e promover os valores culturais que contribuam para o respeito dos direitos humanos, da igualdade de género e do direitos da mulher.

Aos fazedores de cultura e arte, que compareceram em número significativo, o candidato do MPLA assumiu, caso vença a eleições, o compromisso de conjugar esforços para potenciar o financiamento à cultura através do reforço da legislação e da criação de condições para fomentar empresas que possam obter lucros com os produtos culturais.

Ao agir desta forma, esclareceu, o MPLA pretende cumprir cabalmente as linhas orientadoras da política cultural, que prevê o aumento da rede de infra-estruturas culturais no país, da qual fazem parte bibliotecas, arquivos, museus, casas de cultura, teatros, cinemas e outros espaços. A acção, explicou, implica o aumento de quadros nas respectivas especialidades, que garantam o normal funcionamento das instituições. Por esta razão, disse, é preciso formar com urgência mais técnicos para garantir o sucesso almejado.

Turismo cultural

As potencialidades do país no domínio cultural, segundo João Lourenço, fazem o MPLA acreditar que a próxima fonte de rendimento vai ser proveniente do turismo cultural. O candidato do MPLA encorajou a realização de estudos sobre os espaços políticos antigos, como as embalas dos antigos reis.

“Devemos intensificar tais projectos para que em breve estejam em condições de neles se elevarem estruturas que exaltem o papel desempenhado no passado por estas chefias políticas, dando a dignidade merecida aos seus actuais representantes”, argumentou João Lourenço durante o encontro em que destacaram na plateia nomes como Pepetela, Marcolino Moco, Jaques dos Santos e Luís Fernando.

O dirigente do MPLA defendeu a prestação de uma atenção especial aos espaços e lugares de memória da luta de libertação nacional, para se juntarem aos demais bens do património arqueológico, como as “Necrópoles do Cuanza Sul”, a arte rupestre do Tchitundo Hulo e de Ndala Mbiri, e o Corredor do Kwanza, que merecem continuar a ser estudados e correctamente divulgados. João Lourenço elogiou o trabalho dos músicos pela recriação e renovação das variadas linhas melódicas e introdução de novas propostas que, na sua opinião, tocam o coração dos angolanos e rompem fronteiras.

Inspiração de Neto

Na literatura, João Lourenço aconselhou as novas gerações a inspirarem-se nos escritores como Agostinho Neto, António Jacinto, Viriato da Cruz, Mário António, Wahenga Xitu, Arnaldo Santos e tantos outros de que o país se orgulha. “Não podemos deixar em mãos alheias os créditos firmados por insignes cultores das nossas mais variadas expressões artísticas que fizeram da marca Angola um modelo ímpar e exemplar”, assinalou. (Jornal de Angola)

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