Jovens da Huíla prontos para votar

SIMULAÇÃO DO ACTO DE VOTAÇÃO (ARQUIVO) (FOTO: PEDRO MONIZ VIDAL)

Oitocentos e 97 mil e 465 cidadãos da província da Huíla estão habilitados para ir às urnas a 23 deste mês, sendo que mais de 30 porcento está na faixa etária dos 18 aos 23 anos e participará desse processo democrático pela primeira vez.

Apesar de nunca terem exercido esse direito constitucionalmente consagrado, os jovens da segunda maior praça eleitoral do país encaram com expectativa a participação no sufrágio e dizem-se prontos para eleger os seus novos representantes na governação.

As eleições gerais já se tornaram tema de conversa para milhares de jovens da província da Huíla, que se envolvem diariamente, de forma directa ou indirecta, em actividades de “caça ao voto” das seis forças políticas envolvidas na disputa eleitoral.

Wendo Nádia, nascida em Abril de 1999, é eleitora de “primeira viagem”. A jovem aguarda ansiosa pela hora de depositar o voto nas urnas e sublinha que a campanha eleitoral está a decorrer num bom ambiente, sem grandes constrangimentos.

A jovem, que encara as eleições como uma festa da democracia, está confiante na materialização de algumas propostas eleitorais já apresentadas e aponta a questão da geração de mais empregos como um dos principais desafios para o futuro governo.

Rosário Sakukuma tem 22 anos e também vai às urnas pela primeira vez, com o desejo de ver algumas práticas de governação corrigidas, como a questão da reverificação dos preços das residências sociais e do investimento na formação quadros.

Já o estudante do 1º ano do curso de direito, do Instituto Superior Politécnico Independente da Huíla, Paulo Gourgel, 19 anos, refere que está a aproveitar as férias curriculares para envolver-se em actividades partidárias. Entre as várias promessas que tem ouvido dos candidatos e das forças políticas em disputa nesse pleito eleitoral, uma em especial chamou-lhe atenção: a questão de protecção aos antigos combatentes, contida no programa de governo do MPLA.

A jovem universitária Suzana Bumba, 19 anos de idade, fez o seu registo ainda com 17 anos, porque sempre interessou-se por política. É com a participação no sufrágio, que quer reivindicar os seus direitos, discutir e ajudar a solucionar os problemas do país. A seu ver, a questão da descentralização administrativa, trazida no manifesto eleitoral do PRS, tem alguma relevância para a resolução de alguns problemas.

Edmundo Alberto é mais “calejado” na questão das eleições. Aos 31 anos, vai pela terceira vez exercer o seu direito de cidadania. Apesar do hábito, ainda se sente ansioso. Para si, a questão da meritocracia, as promessas de melhoria do saneamento, saúde, educação são elementos que têm chamado atenção na campanha eleitoral, e devem merecer atenção do partido vencedor do sufrágio de 23 de Agosto.

O cidadão espera que se melhore, após as eleições, a questão salarial da função pública, assim como a habitação social, pois, afirma, “os jovens da Huíla estão ansiosos pela venda das residências na Centralidade da Quilemba”.

Para as eleições de 2017, nas quais concorrem o MPLA, UNITA, CASA-CE, PRS, FNLA e APN, estão registados 897 mil e 465 eleitores na província da Huíla. Nas primeiras eleições de 1992, o MPLA elegeu quatro deputados e a UNITA um, pelo círculo eleitoral provincial.

Em 2012, o partido que governa venceu com 83,89 porcento de 533.415 votos válidos (447.523), enquanto o seu mais directo opositor, a UNITA, elegeu um parlamentar, mercê de 9,05%dos votos (48.300), seguido da CASA-CE, com 4,86% (25.976), FNLA com 1,01% (5.428) e do PRS, com 0,67% (3.577). (ANGOP)

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