Jovem espancado até à morte no cemitério de Viana

(DR)

Um jovem foi espancado até à morte, ontem, no cemitério de Viana. Tudo aconteceu quando, à mesma hora, se cruzaram dois cortejos fúnebres à porta do cemitério. De acordo com Cristóvão Vicente, uma das testemunhas do crime, o jovem, que acompanhava um dos funerais, foi reconhecido por integrantes do outro cortejo como sendo o assaltante e causador da morte do falecido que iam a enterrar.

suposto assaltante e homicida terá chegado ao cemitério com a mota roubada ao falecido no princípio da semana.

“Quando viemos depositar os restos mortais do meu primo, que perdeu a vida num assalto na via pública em que lhe foi roubada a moto, vimos chegar o assaltante, montado na moto que lhe roubou”, conta Cristóvão Vicente.

“O pessoal que nos acompanhou ao cemitério, quando viu a moto do meu falecido primo, começou a agredir o homicida, que não teve escapatória porque era muita gente a agredi-lo e em cima dele”, acrescenta.

Cristóvão Vicente disse ainda que, durante a agressão, o jovem clamava por ajuda e refutava o crime: “Ele gritava que não roubou nem matou ninguém. Por causa daquele sentimento de perda de um ente querido ninguém deu ouvidos ao que o jovem dizia. Foram pedras, ferro, bloco e chaves de rodas para cima da vítima”, explicou.

“Tentei ligar para a polícia várias vezes, mas infelizmente ninguém atendeu. Também não demorou muito tempo para o jovem morrer por causa das agressões”, lamenta.

O inspector-chefe Mateus Rodrigues, porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional (PN), contactado pelo Novo Jornal Online, disse que este caso configura um crime particular e que só teria sustentação se o Comando Provincial de Luanda da Policia Nacional recebesse queixa específica. “Nós não tivemos conhecimento desta ocorrência”, declarou.

“Quando acontecem coisas deste género torna-se complicado, porque são muitas pessoas envolvidas e não temos como identificar o autor do crime”, acrescentou.

Este responsável do Comando Provincial garante que “a Polícia Nacional tem apelado à população para que não se faça justiça pelas próprias mãos, mas infelizmente muitos cidadãos insistem em continuar com esta prática.” (Novo Jornal)

por Gaspar Faustino

1 COMENTÁRIO

  1. O inspector-chefe devia é ter vergonha na cara em ter proferido tais palavras, simplesmente pelo simples facto do número de emergência policial estar SEMPRE fora de serviço ou ocupado. Interessei-me em ler este artigo porque passei por algo semelhante, vivo no zango 0 e no sábado passado após ter saído do táxi e a entrar para zona, fui abordado por seis (6) jovens que obviamente eram adolescentes. Tentei ignora-los mas foi aí que mostraram as armas de fogo que tinham na sua posse, fui puxado para um canto agredido enquanto vasculhavam a minha pasta, por um milagre deixaram-me vivo e por saber que eles estavam a pé e qual o trajeto que tomaram após terem me abandonado corri para casa e tentei ligar do telefone dos vizinhos para policia e nada, para a radio e nada; ninguém atendia ou os números estavam ocupados. Hoje não tenho interesse nenhum em ir a policia dar queixa porque deixaram os meus documentos pessoais no chão, logo não preciso de boletim de ocorrência para tratar nada. Não interessa contar o que aconteceu para que eles se façam mais presentes porque não sou o primeiro, já houve muitas reclamações e nem com cunhas a policia consegui-o instalar uma esquadra móvel. Conclusão, mais um dia normal na vida do angolano e que dou graças a Deus por voltar a ver minha mulher e meus filhos mas, isso nada garante a calma do meliantes, nada garante de que o próximo a passar por isso terá a mesma sorte ou que a criminalidade tende a baixar por susto do “grande empenho” que a nossa policia tem mostrado.

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