Grupo armado apela à luta para derrubar Governo de Maduro

Presidente venezuelano (DR)

Um grupo armado, autodenominado “Resistência”, apelou hoje à luta para derrubar o Governo da Venezuela, porque o tempo das eleições e do diálogo “já passou”.

“Somos profissionais militares e policiais, activos e reformados, organizados, treinados e armados. Decidimos dar um passo em frente como parte da operação `David` para contribuir para a libertação do nosso povo e resgatar a democracia”, afirmou uma voz, alegadamente a do líder do grupo de oito pessoas, ao centro de um vídeo divulgado na rede de mensagens instantâneas Twitter.

O grupo de oito homens encapuzados, vestidos de preto e armados, que surge à frente da bandeira do país, fez “um apelo ao bravo povo da Venezuela para que se una à luta de todos, nas redes, em casa, nas ruas, contra a ditadura comunista”.

“Temos o dever de recuperar a pátria. Mantenhamos a pressão nas ruas e não descuidemos os nossos guerreiros (jovens que enfrentam as forças de segurança) que com a sua luta conseguiram chamar a atenção das nações do mundo sobre o que acontece na Venezuela e tiraram a máscara a este regime”, afirmou.

Na mensagem, o grupo pede também a participação dos militares na “luta e a caminhar com o povo de Venezuela”.

“Organizem-se em grupos de extrema confiança e planeiem golpes contra a força repressora. O tempo do diálogo já passou, assim como o das eleições”, sublinhou.

O grupo dirigiu-se também aos políticos da oposição venezuelana, afirmando: “Chega de enganar o povo, só para manter quotas de poder, que vocês bem sabem não nos livrarão desta ditadura castro-comunista”.

“Respondamos às balas com balas”, declarou.

“Aos companheiros de armas, activos, chegou o momento de actuar, não deixem que o alto comando militar que tem permitido abertamente a corrupção, o narcotráfico, o tráfico de armas, violações dos direitos humanos e torturas continue a defender este Governo”, prosseguiu.

Segundo o grupo, os oficiais foram testemunhas “da grande fraude de 30 de julho”, dia da eleição para a Assembleia Constituinte, precisando que “os números dados não são os números reais contabilizados nas diferentes salas das nossas unidades militares”. (RTP)

por Lusa

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