Financiamento das famílias sobe para máximos de 2012

Financiamento das famílias sobe para máximos de 2012 (DR)

Os bancos emprestaram mais de 1,2 milhões de euros às famílias em Junho, o que corresponde ao valor mais elevado desde Março de 2012.

A banca está a emprestar mais dinheiro às famílias, seja para comprar casa ou para outros fins, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira, 8 de Agosto, pelo Banco de Portugal.

Os montantes concedidos em novas operações de financiamento atingiram mesmo o valor mais elevado desde Março de 2012.

No total, a banca emprestou 1.286 milhões de euros em novas operações, em Junho, mais 19% do que há um ano. E todos os destinos de financiamento contribuíram para esta evolução homóloga.

Os novos contratos para a compra de casa totalizaram 754 milhões de euros, numa altura em que tem aumentado a concessão de crédito à habitação. Neste caso, este volume de novas operações é o mais elevado desde Dezembro de 2010, altura em que vinha a diminuir os novos financiamentos.

Recorde-se que entre 2003 e 2008 todos os meses a banca nacional emprestava mais de mil milhões de euros em novas operações para a compra de casa. Com a crise financeira que assolou o mercado, começando com a crise do “subprime” nos EUA que culminou com a crise de dívida na Europa e com o pedido de resgate financeiro de Portugal, em 2011, a banca cortou os financiamentos. Até porque o mercado de financiamento fechou-se mesmo para os bancos, o que impossibilitou que a actividade fosse mantida com normalidade. Os juros dispararam e a restritividade na concessão de crédito aumentou.

O mercado fechou-se de tal forma que os bancos chegaram a financiar menos de 200 milhões de euros em novas operações para a compra de casa.

No caso do crédito ao consumo, a banca emprestou 340 milhões euros, mais 4,3% do que no ano passado. Apesar de, em termos homólogos, se verificar um aumento do financiamento, quando comparado com Maio, os novos financiamento com destino ao consumo até diminuíram em mais de 5%.

Já no que toca aos “outros fins”, que inclui educação, energia e saúde, os novos financiamentos totalizaram 192 milhões de euros, mais 15,6% do que no ano passado. (Jornal de Negócios)

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