Fábrica de cimento do Cuanza-Sul FCKS paralisa por três meses

Razões de ordem técnica estão na base do encerramento da fábrica e que só retoma em Setembro próximo, como avançou a OPAÍS o director provincial da Indústria no Cuanza-Sul. (DR)

Tal como acontece com a fábrica CIF, em Luanda, a fábrica de cimento do Cuanza-Sul suspendeu as suas actividades no dia 15 de Julho. A paralisação está relacionada com a falta de combustível para pôr a funcionar às máquinas da unidade industrial. A paralisação da FCKS fez alterar o preço do saco de cimento a KZ 1.200. Segundo o Director provincial da Indústria do Cuanza-Sul, Honorato Kondjasili, a FCKS está paralisada desde Julho e prevê retomar as actividade em Setembro, período em que se espera ultrapassar as dificuldades actuais.

“A principal queixa da administração da fábrica de cimento tem a ver com o custo alto com o combustível, facto que infelizmente causou a sua paralisação”, explica o responsável. Com uma capacidade de produção de 1.330.000 toneladas de clínquer e 1.400.000 toneladas de cimento anuais, a fábrica de cimento do Cuanza-Sul entra nas contas dos grandes investimentos efectuados no sector. Em Janeiro de 2016, foram produzidas 64.950.33 toneladas , enquanto em Fevereiro 63.131,64t, no mês de Março a produção aumentou para 66.131.64t, em Abril foram 86.594.15t, 67.129.66t em Maio, e em Junho foram produzidas 42.3355.50t, perfazendo um total de 390.927.85 toneladas.

Duas fábricas paralisadas, Nova Cimangola pressionada

A fábrica de cimento do Cuanza-Sul está localizada a cerca de 18 quilómetros da cidade do Sumbe, capital provincial, e abastece a região, as províncias do Huambo, Luanda, e até mesmo Benguela, onde existem duas cimenteiras. Em Luanda, com a CIF paralisada, apenas a Nova Cimangola está em funcionamento. Pressionada pelo mercado, a Nova Cimangola mostra-se incapaz de dar resposta à demanda, tendo em atenção o volume de obras e o preço que disparou, pois a procura passou a ser maior que a oferta. (O País)

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