Ex-prefeito de São Gonçalo é preso em operação do Ministério Público

Neilton Mulim foi preso em operação do MP (Foto: Divulgação/02.10.2016)

Ex-prefeito de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, Neilton Mulim foi preso durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, na manhã desta quinta-feira. A ação foi batizada de “Apagão”. Mulim foi preso em Maricá, na Região dos Lagos, e levado para a 82ª DP (Maricá).

Outros dez mandados de prisão já foram cumpridos e um continua em aberto. Além disso, os agentes cumprem outros 26 mandados de busca e apreensão nas residências e escritórios dos denunciados.

De acordo com o MP, os alvos dos mandados de prisão são acusados de irregularidades no processo de licitação do contrato firmado entre o município de São Gonçalo e a empresa Compillar Entretenimento Prestadora de Serviços Eireli. O objetivo do contrato era o fornecimento de gestão informatizada de manutenção da iluminação pública.

Os mandados foram concedidos pela juíza Myriam Therezinha Simen Rangel Cury, da 5ª Vara Criminal de São Gonçalo. A operação conta ainda com apoio da Polícia Militar e da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário do Estado do Rio de Janeiro (Sispen/Seap).

Além de Mulim, foram denunciados por orgabização criminosa o ex-secretário municipal de Urbanismo e Infraestrutura de São Gonçalo, Francisco José Rangel de Moraes; o ex-servidor comissionado, Davi Luz Fonseca; os servidores Wellington de Sant’anna Souza, Marco Antônio Monteiro Garcia, Marcelo Ferreira Neves e Fagner Mota Chaves, assim como os representantes da Compillar, Paulo Roberto de Souza Cruz; Marcelo Araújo dos Santos, Luana Ferreira Neves e Wanderson Gonçalves Lopes.

Projeto não foi executado

A suposta gestão informatizada elevou o custo da prefeitura em mais de 200%. O serviço — que antes custava aos cofres públicos R$ 5,8 milhões ao ano — passou a custar R$15,5 milhões e foi, segundo o MP, ” completamente desperdiçado”: a empresa não executou o projeto básico contratado. Mesmo assim, os pagamentos foram integralmente realizados até agosto de 2016. (Jornal Extra)

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