«Estão a cantar kizombas para inglês ver e isso não é saudável», diz Bomba

Barceló de Carvalho (Bonga) (Foto: Antonio Escrivao/Arquivo)

A música africana está a perder referências, lamenta Bonga, que alerta para a necessidade de se conservar a identidade dos ritmos nacionais, cada vez mais expostos à influência de sonoridades de outros universos.

Falando à agência Lusa, a propósito da participação no festival português O Sol da Caparica – que decorre de 10 a 13 de Agosto -, o músico Barceló de Carvalho, ou simplesmente Bonga, defende que a colaboração com artistas de outras latitudes não deve comprometer a raiz africana.

“Podemos colaborar com outros músicos, e é sempre interessante, mas a nossa identidade tem de estar lá, bem definida, só assim temos as condições de criar com os outros”, salienta Bonga, alertando para os perigos de uma possível assimilação.

“Os jovens africanos afastam-se da raiz tradicional, são influenciados por outros universos musicais e afastando-se da raiz da música africana colocam em risco uma evolução saudável dos ritmos africanos como a kizomba ou o semba”, avisa o músico.

Para o intérprete de “Mariquinha” e “Hora Kota”, os mais novos “estão a cantar kizombas para inglês ver e isso não é saudável, faltam-lhes as referências, a experiência, a matriz”. (Observador)

por Lusa

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