Estados Unidos sancionam Maduro por Constituinte

Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro (Afp)

Após as eleições para a Assembleia Constituinte na Venezuela, onde votaram mais de 8 milhões de pessoas, a segunda-feira foi marcada por manifestações da oposição, que apelou a mais protestos na quarta-feira, dia em que a Assembleia Constituinte deve tomar posse.

Entre os opositores ao Presidente da Venezuela há quem considere que a Constituinte é uma ameaça: “O que Maduro faz é tornar-se mais radical. Com o que o triunfo na Assembleia Constituinte lhe fornece, ele endurece a sua posição política. Ele utiliza a Assembleia Constituinte como uma ameaça contra os adversários,“afirmou o economista e presidente da empresa Datanalisis, Luis Vicente León.

A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, afirmou, segunda-feira, que ordenou uma investigação por crimes contra a humanidade que considera terem sido cometidos após a convocatória da eleição para a Assembleia Constituinte.

“Temos diante de nós um crime contra a humanidade que foi cometido de forma contínua e sistemática desde a convocatória inconstitucional da Constituinte presidencial,” declarou a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz.

Entretanto, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou as sanções que lhe foram impostas pelos Estados Unidos, que são o principal importador do crude venezuelano.

“Não obedeço a ordens imperialistas, não obedeço a governos estrangeiros, sou um Presidente livre”, declarou Nicolás Maduro, numa reação à decisão norte-americana de congelar todos os bens que o chefe de Estado venezuelano possua nos Estados Unidos. (Euronews)

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