Eleições 2017: UNITA entrega Memorando à CNE

Isaias Samakuva, Líder da Unita (Foto: Francisco Miúdo)

O “Galo Negro” entende que as preocupações apresentadas a Silva Neto não dizem respeito apenas à sua formação política

No documento, a UNITA exige a publicação dos cadernos eleitorais dentro dos prazos previstos por lei, que determina a sua efectivação “até 30 dias antes da data marcada para as eleições”.

“Importa recordar que, tanto em 2008 como em 2012, a CNE não procedeu à publicação ou exposição prévia dos cadernos eleitorais, nem à sua divulgação, como estabelece a lei”, refere a UNITA.

O “Galo Negro” insiste em como existem erros no mapeamento, com assembleias omissas, deslocalizadas e em certos casos, duplicadas, uma vez que para o mesmo local, são apontadas, por uma lado, uma assembleia de voto com numeração diferente, ou duas com a mesma numeração, mas « situadadas em dois pontos de instalação de Assembleia de Voto diferentes, localizados a uma considerável distância.

O organização política, diz ter detectado que no mapeamento do município de Cacuaco, em Luanda, não existem as Assembleias de Voto nºs 335 – Escola Soba Balumuka, 336 – Escola Flor do Imbondeiro, 484 – Escola – Largo da Pracinha das Bananeiras, 703 – Escola Ansa – Mulenvo de Baixo, 736 – Escola (de chapa) Mulenvo de Baixo, 767 – Colégio Jeremias com salas anexas (Cazenga / Cacuaco), 770 – Colégio Suangela – Mulenvo de Baixo e 904 – Colégio Jó Magui Mulenvo de Baixo.

Com base nisso, a organização se interroga se nestas eleições não haverá o mesmo problema que ocorreu em 2012, com a transferência massiva de eleitores das assembleias escolhidas na fase do registo, porque próximas das suas residências, para outras distantes e por vezes situadas noutras províncias.

A UNITA sugere, com efeito, que a CNE, através dos seus órgãos locais, proceda à entrega aos partidos concorrentes de cópias dos cadernos eleitorais, em formato físico e digital, para facilitar o trabalho de verificação e confirmação pelos eleitores dos seus respectivos locais de voto, bem como a sua publicação na página da internet da CNE.

Segundo a UNITA vai haver “evidências de acentuada parcialidade e falta de isenção e transparência no funcionamento dos órgãos

da CNE e na conduta dos seus representantes, designadamente do presidente da CNE, dos presidentes das Comissões Provinciais Eleitorais e dos residentes das Comissões Municipais Eleitorais”.

O partido liderado por Isaías Samakuva diz estar, supostamente, a ocorrer uma “atribuição de tarefas de direcção executiva das eleições apenas a comissários com vínculo ao MPLA, com a exclusão de todos os da oposição nas tarefas para as quais são designados comissários para a supervisão de tarefas no âmbito das direcções executivas, com reflexos no convite, credenciamento e controlo dos observadores eleitorais, organização e acompanhamento da INDRA e arredores no centro de Escrutínio.

“A não criação da Direcção de Organização Eleitoral e Logística, prevista na lei, para permitir a concentração das actividades nucleares numa só Direcção a ser supervisionada pela mesma pessoa que supervisiona também o credenciamento dos Delegados de Lista e controla o material sensível, incluindo a gestão dos cerca de um milhão de boletins de reserva”, refere o memorando da UNITA, a que OPAÍS teve acesso.

Líder da UNITA leva campanha eleitoral ao Leste

O presidente da UNITA e candidato a Presidente da República, Isaías Samakuva, escalou ontem na Província do Cuanza- Norte, no âmbito da sua campanha eleitoral às eleições de 23 de Agosto próximo que o levará ao Leste do país.

O líder da UNITA passou pelo Município do Dondo antes de presidir a um acto de massas no Largo das Escolas, na cidade de Ndalatando. Isaías Samakuva faz-se acompanhar de membros da direcção. Entre figuras da sociedade civil que integram a “Caravana da Mudança”, o destaque recai para dois membros da Fundação 27 de Maio, Silva Mateus e José Fragoso. (O País)

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