Diplomacia deita água na fervura de eventual ataque à Coreia do Norte

EUA admitem possibilidade de ataque nuclear preventivo contra Coreia do Norte (DR)

Secretário de Estado, Rex Tillerson, diz que Estados Unidos não “são inimigos” dos norte-coreanos, após senador republicano garantir que Trump admite ataque militar

O chefe da diplomacia norte-americana, Rex Tillerson, veio nas últimas horas afirmar que os Estados Unidos não pretendem provocar uma mudança de regime na Coreia do Norte, nem intervir militarmente no país.

As declarações de Tillerson surgem um dia após o senador republicano Lindsey Graham, numa entrevista à cadeai televisiva NBC ter assegurado que o próprio presidente Trump lhe afiançara estar disposto a atacar a Coreia do Norte, caso o país continue com os lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais.

Haverá guerra com a Coreia do Norte se o programa de mísseis deles continuar, tentando atingir a América. Ele [Trump] disse-me isso. Eu acredito nele. E a China deverá acreditar nele também e fazer qualquer coisa. Se vai haver uma guerra, ela ocorrerá lá. Se milhares morrerem, vão morrer lá. Não vão morrer aqui. E ele [Trump] disse-me isso na cara”, afirmou o senador.

Desde o lançamento, na passada sexta-feira, de mais um míssil intercontinental pelos militares norte-coreanos, que o regime festejou efusivamente e levou o presidente Kim Jong-un a repetir ameaças face aos Estados Unidos, Washington tem criticado a pouca intervenção da China, potência vizinha e aliada da Coreia do Norte.

Diplomacia para arrefecer os ánimos
Horas depois da revelação do senador Graham, o secretário norte-americano de Estado veio a público afirmar que os Estados Unidos preferem não intervir em força na Coreia do Norte, além da imposição de sanções económicas.

Não procuramos uma mudança de regime, não procuramos o colapso do regime, não procuramos uma reunificação acelerada da península, não procuramos um pretexto para mandar tropas para norte do paralelo 38″, afirmou Tillerson, referindo-se à linha divisória entre sul e norte na província da Coreia, definida em 1953, entre Estados Unidos e União Soviética.

Tillerson assegurou mesmo que os Estados Unidos “não são inimigos” dos norte-coreanos.

Não somos a vossa ameaça, mas vocês estão a constituir uma inaceitável ameaça para nós e temos de responder”, disse Tillerson, referindo-se antes de mais à intensificação da pressão económica internacional sobre a Coreia do Norte.

Uma vez mais, Tillerson acrescentou que a “China tem uma única e especial relação, devido à sua significativa actividade económica, para influenciar o regime norte-coreano, de uma forma que mais ninguém consegue”. (TVI 24)

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