Cuanza Norte: Inaugurado Matadouro industrial de Camabatela

CUANZA NORTE: MATADOURO DE CAMABATELA AUMENTARÁ NÍVEIS DE CONSUMO DE CARNE.FOTO: ESTEVÃO MANUELFOTO(ARQUIVO) (FOTO: VALENTIM RODRIGUES)

O Matadouro Industrial de Camabatela, no município de Ambaca, Cuanza Norte, construído entre 2012 e 2014, foi sexta-feira inaugurado pelo Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Marcos Alexandre Nhunga.

Construída numa área de 16,69 hectares e sob gestão inicial do Ministério da Agricultura com parceria tecnológica do Grupo Valagro, a
infra-estrutura resulta de um financiamento do governo Espanhol, avaliado em 13 milhões e 44 mil dólares, tendo uma capacidade diária de abate de 200 bovinos, 300 caprinos e uma produção de sete mil toneladas de gorduras.

Na sua intervenção durante o acto, o Ministro Alexandre Nhunga qualificou a inauguração do Matadouro como um marco que impulsionará o crescimento das cerca de duzentas fazendas registadas no Planalto de Camabatela e a sua especialização em unidades de cria, recria e engorda.

Segundo o titular da pasta da Agricultura, o acto permitirá o surgimento de mais oportunidades para os pequenos criadores, de modos a que participem no fornecimento de animais à unidade industrial.

Disse que o Matadouro de Camabatela vai atender mais de 50 por cento das necessidades de carne para a região norte do país, sublinhando que aliado ao funcionamento dos matadouros de Malanje e de Catete tal facto melhorará o consumo de proteína animal, em pouco tempo.

O governante lembrou que com a inauguração do empreendimento o governo cumpre uma das etapas fundamentais para o sector da agricultura, com o objectivo de contribuir para a diversificação da economia do país, o alcance da autossuficiência de produção animal e a redução da importação de produtos de origem animal.

Para assegurar a concretização e a sustentabilidade deste desiderato, adiantou, o ministério leva a cabo uma série de políticas de capacitação dos quadros ligados à pecuária nos domínios de sanidade animal, alimentação e nutrição, infraestruturas, melhoramento genético e comercialização de animais, visando atingir uma produção anual de mais de dez mil toneladas de carne.

O matadouro de Camabatela constitui uma mais-valia na cadeia de valores de produção de bovinos, caprinos e ovinos, porquanto vai permitir a oferta de produtos de origem animal, (carnes, farinha de ossos, gorduras, peles e couros) em maiores quantidades e qualidade, dignificando a produção nacional.

Segundo fez saber o ministro, a entrada em funcionamento do Matadouro faz parte de um amplo programa do governo que visa o repovoamento do Planalto e
a operacionalização do empreendimento para devolver à região a grandeza que ostentou no passado.

Com uma superfície de um milhão e 410 mil hectares, o Planalto de Camabatela abarca os municípios de Ambaca e de Samba Caju, no Kwanza Norte, Cacuso e Kalandula (Malange) assim como os de Negaje, Puri, Bungo, Alto Kwale, Cangola e Damba, na província do Uíge.

O programa prevê também a introdução de 58 mil, 751 matrizes provenientes da Namíbia e do Botswana em nove anos, período em que se prevê alcançar a autossuficiência em fornecimento de animais para o cabal funcionamento do matadouro.

A implementação do programa custará ao Estado Angolano duzentos e trinta milhões, quatrocentos e cinquenta e cinco mil, quinhentos e três Kwanzas e setenta cêntimos.

A cerimónia foi presenciada pelo Governador do Cuanza Norte, José Maria Ferraz dos Santos e pelos Vice-governadores para o sector económico e produtivo das províncias do Uíge e de Malanje, entre outras individualidades.

A operacionalização do Matadouro criou mais de 200 postos de trabalho diretos. (ANGOP)

DEIXE UMA RESPOSTA