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Chivukuvuku vai liberalizar o “garimpo”
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Chivukuvuku vai liberalizar o “garimpo”

Liberalizar a actividade do garimpo fora dos locais de concessão é a promessa do candidato da CASA-CE a Presidente da República, Abel Chivukuvuku, caso vença as eleições gerais, para acabar com a pobreza e sofrimento da população da Lunda-Norte

Abel Chivukuvuku, que iniciou ontem a sua digressão de três dias pelo leste do país, orientou um comício, no bairro do Capango, sector do Cafunfo, município do Cuango, deu o exemplo da província de Benguela que tem mar e as pessoas pegam na chata e vão ao mar pescar e vendem o produto do seu trabalho.

“As pessoas, no planalto central, usam a terra para cultivo. Alguém lhes prende? Na Huíla e Cunene as pessoas têm o gado e fazem pasto à vontade. Alguém lhes prende?”, questionou o político, ao que a população respondeu com um forte “não”.

“Lá onde não houver concessão de empresas, o povo vai poder garimpar livremente”, disse Abel Chivukuvuku, que pretende que todas as empresas com concessões nas Lundas devem ter sedes nos municípios onde exercem as actividades de exploração diamantífera.

“Não é ter a sede em Luanda e estar a explorar em Cafunfo, Lucapa ou Cuango e depois não fazerem nada. É para fazerem qualquer coisa, onde estão explorar para que haja emprego e criem oportunidades para juventude”, disse o político. O político disse que a liberalização do garimpo é um dos seis compromissos que a coligação tem para as Lundas, baseado nas potencialidades locais.

Chivukuvuku deixou claro que pretende vencer o pleito na Lunda-Norte.

Sobre o acesso à água, Abel Chivukuvuku considerou inaceitável que o recipiente de 20 litros custe 300 kwanzas, numa província em que abundam rios. Outra chamada de atenção foi no sentido de que as empresas de exploração diamantífera façam apenas o seu trabalho. “Ou ficam a fazer o seu trabalho de asseguramento ou saem daqui para fora”, referiu, defendendo a necessidade das empresas de segurança do sector diamantífero procederem ao recrutamento local de jovens.

Ontem, antes do acto de massas, Abel Chivukuvuku encabeçou uma marcha pelos bairros de Cafunfo num contacto directo com o eleitorado. Esta é a segunda vez que visita àquela localidade. A primeira tinha sido em 2012 na “caça ao eleitorado”. “Estou feliz por estar aqui. Tenho certeza que Cafunfo vai ser pioneira para mudança no dia 23 de Agosto. Voltei para reafirmar os compromissos que fiz convosco”, disse Chivukuvuku.

O político voltou a defender a necessidade de se pôr termo a “42 anos de sofrimento”, afirmando que o “grande problema reside no facto de muitos dirigentes usarem para si o dinheiro do erário que seria para fazer escolas, estradas e hospitais”.

Chivukuvuku lembrou ser necessário acabar também com a “insensibilidade dos actuais governantes”. Além disso, fez apelo ao voto e pediu os eleitores a escreverem o x no boletim de voto com lapiseiras pessoais no dia do voto. “Cada um leve a sua própria lapiseira”, disse.

No sábado, Chivukuvuku falou da necessidade dos jovens angolanos acreditarem nas potencialidades que têm e lembrou que \”ninguém faz uma coisa em que não acredita”, realçando o valor da perseverança nos dias que correm, pois “nada na vida acontece como queremos e quando queremos”.

O candidato presidencial da CASA-CE falou da sua digressão pelo interior do país e do seu programa de governação. “Passei por Cabinda e Cabinda disse pronto a mudança. Fui ao Zaire, Uige, Caxito, Kibaki, Benguela, Huambo, Lubango, Namibe, Cuando Cubango e todos disseram estar prontos a mudança. Agora é a vez de Luanda”, o político, para quem “na vida ninguém faz o que não acredita e que é preciso ter fé sendo a primeira coisa acreditar que a mudança não vem do céu”. (Jornal de Angola)

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