Chivukuvuku esclarece relação difícil” com TPA, e promete fim do Ministério da Comunicação

Abel Chivukuvuku (Foto: Ampe Rogerio)

O presidente da CASA-CE, Abel Chivukuvuku, desmentiu os rumores de que a coligação que dirige pretende realizar uma purga na função pública, confirmando apenas a necessidade de implementar mudanças profundas no funcionamento do Estado. Com destaque para o fim do Ministério da Comunicação Social, passando os órgãos públicos de informação a responder perante a Assembleia Nacional.

No final da digressão da CASA-CE ao Sul do país, o candidato da coligação à Presidência da República afastou a ideia de que a terceira força política mais votada nas eleições de 2012 planeia um despedimento em massa dos funcionários públicos, nomeadamente da TPA.

“Há por aí rumores de que se o Governo da CASA-CE assumir as rédeas do país os funcionários públicos serão mudados. Não mudam os funcionários públicos, mudam métodos, práticas e filosofias. Os funcionários são funcionários do Estado, não dos partidos”, garantiu Abel Chivukuvuku, em conferência de imprensa, ontem, 2, no Lubango.

Apesar de reconhecer “uma relação um bocado difícil com a TPA” – que justifica com o “tratamento desigual” que o canal do Estado dá aos candidatos, “e de uma forma escandalosa e vergonhosa” -, o líder da Coligação garante que os jornalistas não serão penalizados em caso de vitória da CASA-CE nas eleições gerais de 23 de Agosto.

“Os próprios profissionais da comunicação não têm culpa, são simples servidores”, nota o líder da coligação, responsabilizando “a natureza do regime e dos seus dirigentes” – a quem diz faltar mentalidade democrática -, pela cobertura desigual que é feita das actividades do partido no poder e das forças da oposição, com prevalência das primeiras.

Para inverter este quadro, Chivukuvuku defende que não deve ser o Estado a controlar os órgãos públicos de comunicação.

“Connosco não haverá Ministério da Comunicação Social, mas uma Alta Autoridade para a Comunicação Social Pública, dependente do Parlamento”, antecipou o deputado, sublinhando que a natureza multipartidária da Assembleia Nacional garante igualdade de tratamento a todos os actores políticos.

Segundo Abel Chivukuvuku, dessa forma os órgãos públicos poderão funcionar como “factor de educação e de formação do cidadão e não de manipulação”. (Novo Jornal)

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