Central sindical da Guiné-Bissau diz que greve geral por aumento de salários tem adesão de 90%

(DR)

Em declarações à imprensa, Júlio Mendonça disse que os funcionários públicos da Guiné-Bissau colaboraram com a central sindical, “porque perceberam muito bem o que está por detrás das nossas revindicações”.

De acordo com aquele responsável, num dos memorandos de entendimento assinado pelas duas partes, figura bem claro no seu artigo 16º que o governo deve, o mais breve possível, proceder ao reajuste salarial na Função Pública, informa a agência ANG.

“O governo sabe que o salário praticado na função pública é miserável. Imagine um funcionário público com mais de 20 anos, continue a ganhar na mesma letra por falta de promoção pelo governo. Consideramos isso uma violação dos estatutos da Administração Pública”, afirmou Mendonça.

Aquele sindicalista acrescentou que caso o governo não atender as exigências dos trabalhadores, o sindicato vai, nos próximos dias, entregar um novo pré-aviso de greve e assim promover paralisações sucessivas,“até que as nossas exigências sejam atendidas”.

“Estamos cientes de que existem condições para o reajuste salarial se houver vontade política, porque a história da aprovação do Orçamento Geral de Estado assim como o Programa de Governo não tem nada a ver com isso”, criticou Júlio Mendonça.

A UNTG convocou uma greve de três dias reivindicando o reajuste salarial e o pagamento das dívidas salariais de 2003. (´frica21)

DEIXE UMA RESPOSTA