Central de Compra de Medicamentos diminui desvio de fármacos

ARMAZÉM DE MEDICAMENTOS (FOTO: LINO GUIMARAES)

A Central de Compra de Medicamentos e Equipamentos (CECOMA) regista, desde os últimos seis meses, uma diminuição dos desvios de produtos farmacêuticos e meios medicamentosos, revelou hoje, em Luanda, a sua directora, Maria Júlia Simão.

Entrevistada pela Angop quanto ao seu actual funcionamento, referiu que a instituição “registava muitos furtos de medicamentos e muitos deles feitos pelos próprios funcionários”, daí que o principal e primeiro desafio nos seis meses foi tentar diminuir os desvios de produtos para que cheguem ao destino com segurança, adiantou.

Para a responsável, a falta de segurança, controlo e desvios de fármacos constituiu algumas das dificuldades encontradas na Central de Compra do Ministério da Saúde, situada na capital do país, desabafou Maria Júlia Simão.

Neste sentido, disse, uma das finalidades iniciais do seu mandato foi melhorar a segurança e, para isso, “foi necessário montar uma esquadra móvel no local, câmaras de segurança e outros dispositivos de protecção, para além da contratação de uma empresa de gestão de risco, para supervisionar e fiscalizar os produtos diariamente.

“Durante os seis meses que estou aqui já enfrentei vários desafios, pois que a CECOMA sofreu assaltos e, um deles, não faz muito tempo, por isso foi necessário ver quais os pontos fracos, verificando-se que havia muita possibilidade de entrada de pessoas estranhas, o que acabou e agora esta tudo a caminhar bem”, assegurou.

Entretanto, disse, desde a instalação dos referidos meios de vigilância e protecção não se registou ainda furtos de fármacos e a sua entrega nas Direcções Províncias de Saúde (DPS), até agora, “foi a 100 por cento sem nenhuma rotura ou desvios”.

No entender da entrevistada, os medicamentos quando vendidos no mercado informal dão muito dinheiro, por isso é necessário uma segurança máxima e vigilância para acabar com os desvios dos mesmos na Central.

A CECOMA trabalha na planificação, aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos e equipamentos para todas entidades do Sistema Nacional de Saúde. Funciona com 82 funcionários e está subdividida em sete Departamentos, entre os quais, três Administrativos e quatro Técnicos.

Atende as 18 províncias de Angola na distribuição de medicamentos e equipamentos para 15 hospitais centrais e 15 outras unidades, bem como todos os Programas de Saúde Pública, como o da Malária, Tuberculose, Hiv-Sida, Saúde Reprodutiva, Nutrição, Lepra, Vacinação (PAV), entre outros projectos no ramo em território nacional.

Diante do seu actual quadro funcional, Maria Júlia Simão, reafirmou que a Central está preparada para atender a todas às emergências e servir todas as situações urgentes das unidades sanitárias apelando, para efeito, a todos estas instituições hospitalares a planificar e consumir adequadamente os medicamentos disponibilizados. (ANGOP)

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