Câmara arquiva denúncia contra Temer por escândalo da JBS

Presidente Michel Temer durante a reunião do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), referente a seguranca pública no Rio de Janeiro. (Foto: Sérgio Lima/PODER 360)

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer não conseguiu o aval de dois terços da Câmara e foi, portanto, barrada no plenário da Casa nesta quarta-feira. Sem os 342 votos necessários para sua continuidade no Supremo Tribunal Federal (STF), o processo ficará parado até que Temer deixe a Presidência. O parecer de Abi-Ackel (PSDB-MG), contrário à instauração de processo criminal contra o presidente, foi aprovado no plenário.

A decisão ocorreu durante a votação da bancada do Rio de Janeiro. Os votos a favor de Temer, somados às ausências e abstenções, ultrapassaram os 172 votos, inviabilizando o número mínimo de 342 votos para a continuidade da denúncia.

A Procuradoria-Geral da República apresentou a acusação contra Temer por corrupção passiva que, se recebida pelo STF, levaria o presidente a virar réu e, assim, ser afastado do cargo por 180 dias. No entanto, apesar do aprofundamento da crise política a partir da revelação da delação da JBS pelo colunista do Globo Lauro Jardim, em maio, o governo conseguiu barrar o processo.

No total, 15 partidos (PMDB, PP, PR, PSD, DEM, PTB, PRB, PSC, Pros, SD, PEN, Pode, PTdoB, PSL e PRP) orientaram o voto sim, de acordo com o parecer do deputado Abi-Ackel, enquanto dez partidos (PT, PSDB, PSB, PDT, PCdoB, PPS, PHS, Rede, Psol e PMB) orientaram o não, favorável à continuidade do processo contra o presidente. Apenas o PV liberou a bancada para que cada deputado decidisse individualmente. Ao todo, registraram presença no plenário 404 deputados. Cada deputado teve 15 segundos para votar.

ALIADOS DE TEMER CITAM ECONOMIA

Ao contrário da sessão que autorizou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a votação da denúncia foi marcada por justificativas relacionadas ao combate à corrupção, à agenda econômica e às reformas trabalhista e da Previdência. Nesta quarta-feira, os argumentos ligados à família ou às bases eleitorais dos parlamentares ficaram de fora dos discursos no microfone do plenário. Em geral, deputados que votam contra a denúncia — dizendo sim para o relatório que impede o prosseguimento da investigação — citaram medidas tomadas pelo governo na área econômica. (Jornal Extra)

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