Brasil volta a investigar pagamento de seis milhões da Portugal Telecom ao PT

Lula da Silva (DR)

O processo já tinha sido arquivado, mas foi decidido “desarquivá-lo”. Em causa está o alegado pagamento de sete milhões de dólares (seis milhões de euros) da Portugal Telecom ao partido então liderado por Lula da Silva.

A Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria Geral da República (PGR) decidiu voltar a investigar um processo que já tinha sido arquivado. Em causa está o alegado pagamento de cerca de sete milhões de dólares da Portugal Telecom, na altura liderada por Miguel Horta e Costa, ao Partido dos Trabalhadores, liderado então por Lula da Silva.

A notícia foi avançada pela Globo esta quarta-feira, 9 de Agosto, que recorda que a investigação em causa foi arquivada em Setembro de 2015. Contudo, o processo foi revisto e a PGR decidiu “desarquivar” o caso, tendo as investigações sido retomadas.

Em 2012, o publicitário brasileiro Marcos Valério, condenado como executor do Mensalão, afirmou que o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva teria negociado directamente com Miguel Horta e Costa, então presidente da Portugal Telecom, o pagamento de um suborno de seis milhões de euros da operadora portuguesa ao seu partido, o Partido dos Trabalhadores, para que Lula desbloqueasse a compra da Telemig Celular.

Apesar do processo ter sido arquivado, em 2015, a Câmara de Combate à Corrupção decidiu não homologar a decisão, em Maio de 2016.

A Globo diz que o Instituto Lula reagiu, afirmando que o caso da Portugal Telecom foi investigado ao longo de anos pelos Ministérios Públicos do Brasil e de Portugal, tendo sido arquivado por falta de provas, nos dois países, “como todos os inquéritos abertos com base nas declarações de Marcos Valério”. “Não há factos novos que justifiquem a reabertura do caso”, defende fonte do instituto.

Este processo, inserido no conhecido caso “mensalão” – que investigou crimes de corrupção, que envolveu esquemas de compra de votos para aprovação de projectos – levou mesmo a que Miguel Horta e Costa tivesse sido constituído arguido em Janeiro de 2015.

Aquando do arquivamento do caso, o ex-presidente da Portugal Telecom defendeu que se tratava de “uma calúnia sem fundamento”. (Jornal de Negócios)

DEIXE UMA RESPOSTA