Bolt lesionado na última corrida em Londres

(Euronews)

Usain Bolt caíu lesionado na última corrida no Mundial em Londres. O recordista mundial de 100 e 200 metros terminou uma carreira lendária de forma menos gloriosa. Nos 4×100 metros do Mundial, Bolt lesionou-se no início do trajeto e não conseguiu finalizar.

Uma lesão muscular na perna esquerda acabou por fazer o o velocista jamaicano cair na pista.

Para o seu compatriota Yohan Blake, a cãibra que derrubou Bolt foi consequência de os atletas terem ficado demasiado tempo ao frio depois do aquecimento:

“Fazia frio no estádio e nós continuámos o aquecimento. Usain é um verdadeiro amigo, o nosso parceiro de treinos. Custou-me ver um corredor lendário no chão, a debater-se assim, ver um campeão a finalizar desta maneira.”

Uma explicação que foi igualmente evocada pelo nova-iorquino Justin Gatlin:

“Estivemos demasiado tempo sem roupa quente no estádio. Compreendo que era a hora da TV, a magia da imagem, mas acho que poderíamos ter tirado a roupa um pouco mais tarde. Acho que a cãibra veio daí.”

Com 31 anos, Usain Bolt é o maior velocista de todos os tempos, o único a ter vencido três vezes em Olimpíadas as provas de 100m e 200m. Em maio de 2008, correu a prova em 9,74s, apenas dois centésimos mais rápido que o recorde do jamaicano Asafa Powell. Três meses mais tarde, nas Olimpíadas de Pequim, reduziu para 9.69s. No Mundial de 2009, em Berlim, Bolt venceu os 100m com a marca surpreendente de 9.58s. Quando estabeleceu o seu mais recente recorde mundial dos 100m, Bolt correu a parcial mais rápida de 10m em apenas 0.81s, o que significa uma velocidade de 44,5km/h, próxima da velocidade de um cavalo a galope.
Mo Farah despede-se com prata

Nos 5 mil metros, a Etiópia estragou a festa de despedida do britânico Mo Farah. Muktar Edris é o novo campeão, Farah Farah despediu-se dos Mundiais de atletismo com a medalha de prata, sem conseguir o seu 11º grande título, o quarto seguido nos 5 mil metros.

“Estou triste e desapontado por não ter vencido na saída… Teria sido bom ganhar, mas no atletismo tudo é possível. Hoje venceu um atleta melhor e não havia nada que eu pudesse fazer. Fiz o meu melhor, tentei o meu melhor. Os etíopes tinham um plano de ação, descobriram uma maneira de me vencer e resultou”, disse Farah.

O bronze foi para o norte-americano Paul Chelimo, vice-campeão olímpico.

O britânico de origem somaliense venceu os dez mil metros nesta edição dos Mundiais. É bicampeão olímpico de ambas as distâncias, tem quatro títulos mundiais nos 10 mil e três nos 5 mil. (Euronews)

DEIXE UMA RESPOSTA