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Aproximação da época das chuvas apressa transferência dos refugiados congoleses na Lunda Norte
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Aproximação da época das chuvas apressa transferência dos refugiados congoleses na Lunda Norte

Os mais de 30 mil refugiados que escolheram a Lunda Norte para escaparem à violência nas províncias do Kasai e Kasai Oriental, na República Democrática do Congo (RDC), vão começar a ser instalados num novo centro de acolhimento nos próximos dias.

A decisão de acelerar a transferência dos refugiados que estão actualmente nos centros de Cacanda e Mussungue para um novo e amplo centro de acolhimento no Lóvua, a cerca de 90 km”s do Dundo, foi tomada numa recente visita do ministro da Assistência e Reinserção Social, Gonçalves Muandumba.

Evitar o impacto da época das chuvas nos dois centros de acolhimento precários de Cacanda e Mussungue, claramente sem condições para fazer face às intensas chuvas que se fazem sentida na Lunda Norte a partir de meados de Agosto, por norma, foi a justificação avançada durante a recente visita de trabalho que Gonçalves Muanduma (na foto) realizou à Lunda Norte.

E essa deslocação das mais de 30 mil pessoas, na sua maioria crianças, mulheres e idosos, vai, segundo a Margarida Loureiro, relações públicas Alto do Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), em Luanda, citada pela Lusa, essa transferência vai ter início já na terça-feira, com as primeiras 370 pessoas, e deve terminar antes das eleições gerais de 23 de Agosto.

Para esta operação de transferência de um tão grande número de pessoas, as agências da ONU a trabalhar no local, como o UNICEF ou o ACNUR, em colaboração com as autoridades angolanas integradas na equipa interministerial que acompanha esta “crise” gerada pelos refugiados da RDC, colocaram no terreno dezenas de autocarros e camiões para transportar os seus bens.

O fluxo de refugiados para a Lunda Norte começou no início deste ano em consequência de mais de um ano de violência nos Kasai e Kasai Oriental congoleses protagonizadas pelas milícias do Kamwina Nsapu (chefe tribal) local, que se revoltou contra o Estado em Junho de 2016.

Apesar da tragedia que varre estas províncias congolesas, as razões que deram início à violência estão a ser investigadas pela ONU por suspeitas de que tenha havido interesses políticos a manipular as populações a partir de Kinshasa.

De entre o horror destacam-se as execuções sumárias, aldeias incendiadas, quase uma centena de valas comuns descobertas, amputações, com mais de 500 mortos registados e 1,3 milhões de deslocados (Novo Jornal)

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