Administradores do Novo Banco cabo-verdiano a contas com a Justiça

Administradores do extinguido Novo Banco caboverdiano por má gestão vão a tribunal (DR)

Continua a dar que falar o famigerado Novo Banco cabo-verdiano, fechado desde o mês de Março, por suspeição de gestão danosa pelo Banco Central de Cabo Verde. Aliás esta semana o governador do Banco Central declarou à imprensa que deram entrada no ministério público 6 processos contra administradores do Novo Banco, sublinhando que “a culpa não pode morrer solteira”.

O caso do Novo Banco cabo-verdiano extinguido desde o mês de Março devido a má gestão evoluiu esta semana com o governador do Banco Central de Cabo Verde a anunciar à imprensa que foram encaminhados processos ao ministério público para que a justiça possa fazer o seu trabalho e não deixar que “a culpa morra solteira”.

José Serra, governador do Banco Central de Cabo Verde, falava à imprensa, depois de terem sido ouvidas personalidades diversas ligadas ao Novo Banco, nomeadamente, administradores, mas também outros responsáveis.

Foi o caso da antiga ministra das finanças, Cristina Duarte, clientes do Novo Banco, ou ainda o director do jornal “A Nação”, que divulgou em Março toda uma lista de individualidades, instituições e clientes normais, muitos dos quais lesados pela gestão danosa da administração do referido banco.

Aliás, em relação à imprensa, A Nação, foi na altura muito criticada, por círculos ligados à Banca, mas também, ao mundo da política e da vida pública e privada, inclusivamente, por certos jornalistas, que consideraram que o jornal não devia ter divulgada a lista, não exercendo assim o seu direito constitucional de informar.

Uma questão analisada aqui, pelo antigo ministro da comunicação social do MpD, José Reis, que diz que “a criação do Novo Banco, à partida era uma iniciativa generosa de carácter social,” mas que acabou em gestão danosa, competindo agora à justiça fazer o seu trabalho. (Rfi)

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