Acesso à electricidade atinge 42 por cento dos agregados familiares

CENTRAL TÉRMICA DE ENERGIA ELÉCTRICA (Foto: Rosário Santos)

Quarenta acesso à electricidade, segundo o relatório final do inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) 2015/2016, lançado pelo Instituto e dois por cento dos agregados familiares em Angola têm Nacional de Estatística (INE).

O documento indica que o acesso a este bem é maior nas áreas urbanas, com 64 por cento, em relação as rurais, com sete por cento, enquanto que na rede pública, aumentou de 36 por cento, em 2008, para 42, em 2015.

O inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) foi realizado entre Outubro de 2015 a Março de 2016 e faz parte da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Estatístico (ENDE) 2015/2025.

Para este estudo, o INE contou com a colaboração do Ministério da Saúde (MINSA), assistência técnica do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ICF Internacional, através do Programa de Inquéritos Demográficos e de Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP).

Entretanto, neste quadro, a primeira das seis turbinas de 334 megawatts do aproveitamento hidroeléctrico de Laúca, em construção na cascata do Médio Kwanza, iniciou a funcionar a três de Agosto para aumentar a produção comercial de energia eléctrica em Angola.

A partir da subestação de Laúca, de 400/200/60 KV, linhas de transporte de muito alta tensão sairão para as províncias do Huambo, passando pelo Waco Kungo (Cuanza Sul), e por Benguela, facto que impulsionará o desenvolvimento da indústria, agricultura, turismo e de outros sectores da actividade, tornando a economia nacional competitiva.

A linha do Huambo vai prolongar-se até ao Lubango (Huíla) e, mais tarde, a Xamutete (Huíla). O prolongamento da linha a Xamutete deve efectivar-se quando estiver concluída a construção da Barragem de Caculo Cabaça, no Cuanza Norte, que deve ser concluída em 2022.

Com Laúca e adicionando a esta infra-estrutura a Central de Ciclo combinado do Soyo, com 750 megawatts, o sector eléctrico nacional passa a ter uma capacidade instalada de cinco mil megawatts em 2018, enquanto a meta, até 2025, é atingir os nove mil megawatts, para fazer face à procura doméstica, cujas projecções apontam para um aumento na ordem de 70 por cento.

O projecto Laúca surgiu a partir de um estudo de inventário realizado na década de 1950, solicitado pela então empresa pública Sociedade Nacional de Estudo e Financiamento de Empreendimentos Ultramarinos (Sonefe) à empresa Hydrotechnic Corporation (USA), que concluiu que, na bacia do Médio Kwanza, podem ser construídas sete barragens.

Das sete barragens planeadas para o Médio Kwanza, três já se encontram construídas, nomeadamente, Barragem de Cambambe, Capanda e, agora, Laúca. Faltarão as do Tumulo do Caçador, Luime, Zenzo I e Zenzo II. (ANGOP)

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