Samakuva apresenta manifesto eleitoral no Namibe

Isaías Samakuva, líder da UNITA (DW)

A apresentação foi feita em o acto político de massas, decorrido no Largo primeiro de Maio por Isaías Samakuva disse que a sua organização politica tem um programa que “corresponde aos anseios mais preementes dos angolanos”

O partido do “Galo Negro” apresentou na tarde de ontem, (Domingo) na cidade de Moçâmedes, capital da província da Namibe, o seu manifesto eleitoral para o pleito de 23 de Agosto próximo.

O líder do maior partido da Oposição, Isaías Samakuva, explicou, na ocasião, que neste programa o seu partido presta maior atenção, entre outros sectores da educação, saúde, habitação, segurança social e emprego.

“Nós achamos que o nosso partido é o único que tem um bom programa de Governo, tem vontade política e tem capacidade para governar este país. Por isso, viemos ao Namibe para apresentar à população desta província o manifesto eleitoral da UNITA, que contem as ideias mestras daquilo que a UNITA pretende fazer em Angola”, disse Samakuva, salientando que ‘o nosso país está no rumo para o abismo e para a ruina’.

“Porque analisada a situação deste nosso país e contactados vários sectores da população angolana, a resposta que encontramos é de que estamos a sofrer, por isso neste documento elegemos alguns sectores que visam acabar com este sofrimento, como a educação, saúde, emprego” disse.

Por outro lado, Isaías Samakuva disse que o programa de governação do seu partido pretende evitar os vários problemas que ainda enfermam a sociedade angolana decorrentes da falta de qualidade de ensino, da débil assistência medica e medicamentosa, bem como a ausência de alguns serviços sociais básicos, como é a energia eléctrica e água potável ao domicílio.

“Temos ainda muitos problemas que afligem a nossa sociedade, como é a má qualidade de ensino. As crianças que estudam a 8ª classe ainda não conseguem resolver certas equações matemáticas, estudantes universitários não sabem redigir bem um documento.

Tudo isso acontece porque o professor não dá bem a sua aula, em função de ser mal pago, ele abandona a turma para ir fazer um biscate, porque o salário que recebe não satisfaz as necessidades e o mesmo acontece com os médicos” explicou.

Para se inverter esta realidade, o presidente do partido dos “maninhos” afirmou que, caso o seu partido ganhe as eleições gerais deste ano, vai primar por um trabalho bem remunerado, bem como pela abertura de mais empregos.

Estes empregos, defendeu Isaías Samakuva, serão criados com base na abertura de indús- Samakuva apresenta manifesto eleitoral no Namibe trias vocacionadas para a transformação de vários bem que podem ser produzidos no nosso país.

Perante centenas de militantes trajadas de azul, vermelho e verde, o presidente da UNITA reiterou que, caso o partido que dirige ganhar as eleições deste ano, ele vai abdicar do cargo de presidente do partido. “ Se nosso partido ganhar as eleições de Agosto próximo, eu prometo que deixarei de ser presidente da UNITA e passarei apenas a ser presidente de todos os angolanos”, adiantou.

Mulheres mobilizadas para o voto

Por seu turno, a presidente da Liga da Mulher Angolana, (LIMA), braço feminino da UNITA, informou que a sua organização já mobilizou todos os seus membros para aderirem em massa às assembleias de voto. Elena Bonguela Abel disse que já foi feito todo o trabalho mobilizativo no seio das mulheres membros da LIMA, pelo que o voto para o seu partido está garantido.

“O voto das mulheres da LIMA está garantido, e nós fizemos um trabalho de mobilização para que o voto das mulheres do nosso partido esteja garantido para a UNITA no dia 23 de Agosto”, disse.

Para se alcançar tal desiderato, a líder da organização feminina da UNITA, que falava à margem da cerimónia de apresentação do manifesto eleitoral do seu partido no Namibe, adiantou que já foi realizado uma campanha de educação cívica no seio dos seus militantes Com vista a se ter um pleito eleitoral ordeiro e a pacifico, Elena Bonguela Abel apela as mulheres do seu partido, e não só, no sentido aderirem conscientemente ao processo eleitoral. (O País)

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