Registo eleitoral da RDC vai ser retomado nas províncias em conflito

Kinshasa, capital da RDC. (Foto: D.R.)

O vice-primeiro-ministro para os Negócios Estrangeiros da República Democrática do Congo (RD Congo) garantiu que está restabelecida a autoridade do Estado nas províncias em conflito, o que permite dar continuidade à revisão do registo eleitoral.

Leornar She Okitundo falava na quinta-feira em Luanda, no final da primeira reunião ministerial extraordinária do Mecanismo Tripartido de Diálogo e Cooperação entre Angola, África do Sul e RD Congo.

«A primeira condição para se realizar eleições é que se tenha o número de eleitores», disse o chefe da diplomacia da RD Congo, salientando que o ficheiro eleitoral do país «não era fiável».

«Por isso é que se está a proceder à revisão do ficheiro eleitoral, e, em princípio, contamos com 40 milhões de eleitores. Atualmente, a comissão nacional eleitoral já registou 33 milhões de eleitores, faltando 10 milhões», referiu Leonard She Okitundo.

Segundo o vice-primeiro-ministro dos Negócios Estrangeiros da RDCongo, entre os 10 milhões, estão os eleitores da província do Kassai, onde nos últimos tempos se assistiu a «incidentes graves», que levaram à suspensão do processo de revisão do ficheiro eleitoral nessas províncias.

«Entretanto, a autoridade do Estado foi restabelecida e o registo vai iniciar-se no fim deste mês, pensamos que daqui a três meses teremos terminado a revisão do ficheiro eleitoral», indicou o governante congolês.

Acrescentou ainda que, a partir deste momento, numa primeira fase, vão ser revistas as leis eleitorais e adotada a lei sobre a repartição das sedes, podendo depois ser publicado o calendário eleitoral pela comissão nacional eleitoral.

Participaram também na reunião em Luanda, os homólogos de Angola, Georges Chikoti, e da África do Sul, Maite Nkoana Mashabane, para abordar questões de segurança no país francófono.

Em 2013, foi criado o Mecanismo tripartido pelos Presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos, da África do Sul, Jacob Zuma, e da RD Congo, Joseph Kabila, para a conjugação de esforços com vista a consolidação da paz e estabilidade no país francófono. (A bola)

por Lusa

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