Presidente francês recebe ministro angolano da defesa

João Lourenço, ministro angolano da defesa e cabeça de lista do MPLA às eleições de 23 de Agosto (DR)

O ministro angolano da defesa remeteu hoje em Paris ao presidente francês uma carta do chefe de Estado angolano. O também cabeça de lista do MPLA, partido no poder em Angola, às eleições do próximo mês, deslocou-se em seguida a Itália.

João Lourenço, ministro angolano da defesa e cabeça de lista do MPLA, partido no poder, às eleições de 23 de Agosto foi portador de uma missiva do chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, actualmente em visita privada a Barcelona, ao presidente francês.

Emmanuel Macron teria, de acordo com a agência angolana Angop, manifestado interesse no Palácio do Eliseu em reforçar as relações de cooperação com Luanda.

A Angop, citando a Rádio Nacional de Angola e declarações de Manuel Augusto, secretário de Estado angolano das relações exteriores, alega que o chefe de Estado francês teria um “conhecimento apurado” da situação neste país lusófono.

A França é o terceiro maior investidor em Angola e o sexto fornecedor: por ora as relações ficam restritas ao estratégico sector do petróleo, indústria agro-alimentar, banca, educação e construção civil.

O Palácio do Eliseu, por seu lado, não fazia nenhuma referência à audiência de João Lourenço no que diz respeito à agenda do presidente francês para esta segunda-feira.

Contactado pela RFI a assessoria de imprensa da presidência francesa prometeu pronunciar-se acerca da agenda de Emmanuel Macron que entretanto se deslocou à Suíça para apoiar a candidatura parisiense aos Jogos Olímpicos de 2024.

No período da manhã só foi publicitada a audiência com François Baroin, Presidente da Associação dos autarcas de França.

Manuel Augusto, secretário de Estado angolano das relações exteriores, confirmou à rfi a audiência desta manhã entre o ministro da defesa de Luanda e o presidente francês admitindo que se passou em revista o relacionamento bilateral, sem esquecer o calendário político actual em Angola. (Rfi)

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