Ler Agora:
Para Nobel da Paz, sentença de prisão de Lula é ato de vingança contra Dilma
Artigo completo 2 minutos de leitura

Para Nobel da Paz, sentença de prisão de Lula é ato de vingança contra Dilma

Após a condenação do ex-presidente do Brasil, a Sputnik Mundo falou com o Nobel da Paz, o argentino Pérez Esquivel, que acredita que um erro tenha sido cometido.

Em entrevista à Sputnik Mundo, o Nobel da Paz, argentino Adolfo Pérez Esquivel, disse que a condenação do ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é um “golpe judicial e político”, advertindo que o juiz responsável pela sentença, Sérgio Moro, “vem insistindo em Lula para tirá-lo da carreira presidencial”.

“Conheço o Lula muito antes de ele ser líder do PT, quando era dirigente sindical, sempre manteve uma ética impecável”, destacou.

A 12 de julho, a Justiça brasileira sentenciou o ex-presidente Lula da Silva a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença foi anunciada pelo juiz Sérgio Moro.

Para o Nobel argentino, o Brasil é um exemplo da corrente que não quer ver governos progressistas no poder da região. Citou como exemplo o golpe contra Manuel Zelaya, em 2009 em Honduras, o golpe contra Fernando Lugo no Paraguai, quatro anos depois, e a destituição de Dilma Rousseff da presidência do Brasil em 2016.

“O próprio presidente, Michel Temer, de facto, teve que reconhecer que tratou-se de uma acção de vingança contra Dilma, contra a qual não conseguiram comprovar nenhum ato de corrupção. Já não precisam de exércitos, mas apenas de cumplicidade de câmaras parlamentares e do Poder Judicial”, disse à Sputnik Mundo.

Esquivel alertou a existência de uma “fratura” dos movimentos sociais e disse que “devem ser superadas estas divisões para igualar os objetivos”. Explicou que em seu país, Argentina, a fratura social é “enorme” e isso faz com que haja “avassalamentos” em todos as classes sociais.

“As democracias já não respondem à vontade dos povos. É preciso buscar uma democracia participativa com controle dos cidadãos. Todos que almejam uma democracia participativa, não podem se distanciar da situação que o Brasil está experimentando”, concluiu. (Sputnik)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos com são obrigatórios *

Input your search keywords and press Enter.
Translate »