Palancas Negras decidem hoje no Estádio 11 de Novembro o apuramento

Jogo dos Palancas Negras (Foto: Rosário dos Santos/Arq)

A retoma competitiva idealizada para os Palancas Negras, no consolado do elenco directivo da Federação Angolana de Futebol (FAF) encabeçado por Artur de Almeida e Silva, regista hoje às 16h30 a primeira passagem pelo Estádio Nacional 11 de Novembro.

Contratado em Março, acumulando o cargo de treinador do Petro de Luanda, Roberto Bianchi faz a estreia em casa num percurso com indicadores a apontar para o sucesso, depois da boa exibição no reduto do Burkina Faso, apesar da derrota por 1-3, no início da caminhada rumo ao CAN de 2019, no Camarões, a passagem pela Taça Cosafa na África do Sul, sem qualquer golo sofrido, bem como a vitória por 1-0 na visita às Maurícias, há uma semana.

O jogo da segunda “mão” da eliminatória de apuramento para o CHAN do próximo ano, no Quénia, prova reservada a futebolistas que competem no país, acontece num período de maior entrosamento da equipa nacional a julgar pela preparação efectuada em terras sul-africanas.
Vencer, de modo a continuar a discutir o direito de disputar a fase final da competição, é fundamental. E os Palancas Negras encurtaram a distância que os separa da próxima eliminatória com o triunfo fora de portas, embora magro.

Mas, pelo tempo de trabalho, a versão doméstica da equipa nacional está obrigada a brindar os seus adeptos com futebol de qualidade, já mais próximo das ideias de jogo de Beto Bianchi, que pôde ter durante um mês os atletas à disposição, daí a disputa do Girabola de forma intermitente.

A consistência defensiva parece ser o ponto forte da Selecção. Wilson, Dany Massunguna, Nari, Mira, Natael e Lunguinha, sem descurar os guarda-redes Gerson e Neblu, têm estado à altura das exigências. O meio campo, onde se destacam Herinilson, Dudú Leite e Manguxi, ganhou qualidade com a integração de Geraldo, jogador com sentido de baliza e que tem estado em destaque no 1º de Agosto.

O ataque tem sido a grande pecha. Das várias apostas feitas até agora Yano, avançado do Progresso do Sambizanga, é quem melhor corresponde aos anseios do treinador, que paralelamente à discussão da presença no Quénia, prepara a base da equipa para a próxima jornada da corrida ao CAN, em Março frente ao Bostwana.
As selecções estão separadas por 12 posições no “ranking” da FIFA. Angola ocupa o 141º lugar, com 201 pontos, e as Ilhas Maurícias o 153º, com 166. Mas a vantagem desaconselha a sobranceria, por forma a se evitar surpresas desagradáveis em casa.

Apesar do amplo domínio dos Palancas Negras no confronto directo, os Dodôs das Ilhas Maurícias podem gabar-se do facto de no dia 28 de Fevereiro de 1999 terem silenciado o Estádio Nacional da Cidadela, com a quase improvável vitória por 2-0. A história chama aqui a atenção para a necessidade de evitar subestimar a equipa adversária.
Com a aposta na conquista da vitória e uma boa exibição, os adeptos são chamados a puxar pelos jogadores, sobretudo nos momentos em que o adversário estiver mais galvanizado, visto que muitas conquistas começam a ser desenhadas a partir do calor do público na bancada. A equipa de arbitragem, proveniente do Zimbabwe, é chefiada por Nomore Musundiri, coadjuvado por Salani Ncube e Thomas Kusosa. Os juízes estão desde sexta-feira em Luanda.

Bilhetes à venda

A FAF colocou à venda 25 mil bilhetes, ao preço do 300 kwanzas o peão, 500 (bancada central) e 3 mil o camarote. A reunião técnica realizada ontem definiu a abertura dos portões às 12h00, quando a organização apela à observância do civismo e cidadania, sobretudo pelo facto do jogo ser disputado no dia em que começa o período de campanha para as eleições gerais de 23 de Agosto.
Os adeptos devem chegar ao estádio pelo menos uma hora antes do início da partida. Devem evitar elvar objrctivos perfurantes, como latas, garrafas em vidro e canivetes.

Jogadores angolanos e equipa técnica apostam no factor casa

Sexta-feira, na conferência de imprensa de lançamento do jogo, Beto Bianchi, seleccionador dos Palancas Negras, destacou a disciplina táctica dos jogadores como a chave para o triunfo no jogo de hoje às 16h30, no Estádio Nacional 11 de Novembro, frente aos Dodôs das Ilhas Maurícias, referente à segunda “mão” da penúltima eliminatória da corrida ao CHAN do próximo ano, no Quénia.
Beto Bianchi ressaltou que os seus pupilos vão entrar para o jogo sem menosprezar o adversário, apesar da vantagem de um golo alcançada fora de casa.

“A equipa das Ilhas Maurícias é muito organizada e vai procurar jogar com todas as cartas que estiverem ao seu alcance, visto que a pressão está do nosso lado porque jogamos em casa e com uma vantagem de um golo”, salientou o técnico.

O seleccionador frisou que mesmo com a pressão, o seu grupo só tem um objectivo: vencer o jogo.
Manguxi, médio com funções de levar a Selecção Nacional para o ataque, famaliarizado com o treinador, por jogar no Petro de Luanda, destacou: “Estou confiante que vamos passar a eliminatória. Jogamos em casa e temos de ser nós a mandar no jogo. Estamos prontos para receber as Maurícias.”

Geraldo, integrado no início da semana, depois de falhar o jogo da primeira “mão”, por se encontrar ao serviço do 1º de Agosto, acredita no êxito da Selecção Nacional, pelo bom ambiente reinante no seio do grupo.
“Estou muito feliz por regressar, dois anos depois da última chamada. Espero ajudar a equipa a passar a eliminatória. Estamos empenhados na conquista da vitória”, afirmou. (Jornal de Angola)

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