Netanyahu de visita à Hungria

Netanyahu (esq) e Orban participam de entrevista colectiva em Budapeste (HUNGARIAN PRIME MINISTER'S OFFICE/AFP / KAROLY ARVAI)

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, inicia nesta terça-feira (18) uma visita de dois dias à Hungria, num momento muito oportuno para o seu colega Viktor Orban, acusado de cumplicidade com o antissemitismo na sua cruzada contra o bilionário George Soros.

Na primeira viagem de um líder israelita à Hungria desde a queda do comunismo em 1989, Netanyahu reunirá com parceiros neste país da Europa Central, dirigido por uma direita conservadora hostil à imigração muçulmana.
República Tcheca, Eslováquia e Polónia, vizinhos da Hungria, também são “muito pró-Israel”, segundo o pesquisador Raphael Vago, da Universidade de Tel Aviv.

Esses quatro países têm uma relação fria com as instituições europeias, assim como o governo israelita.
Orban e Netanyahu, que darão uma conferência de imprensa conjunta nesta terça-feira (18), são “gémeos, irmãos espirituais”, considerou no início desta semana a rádio independente Klubradio.
Além de sua simpatia ao presidente Donald Trump, os dois líderes compartilham uma inimizade com o empresário americano Georges Soros, de origem húngara e judia.

De acordo com seus apoiantes, Soros promove uma sociedade liberal e progressista, ao dar suporte a inúmeras ONGs, enquanto os seus críticos consideram-no um agitador que visa a desestabilizar governos por meio de grandes somas de dinheiro.

Desde o início do ano, Orban conduz uma série de acções para desacreditar o bilionário, acusado de “querer fazer dezenas de milhares de migrantes entrarem na Europa”, subsidiando organizações de defesa dos direitos humanos.
– ‘Tristes recordações’ –

O mais recente capítulo dessa cruzada foi uma campanha com cartazes com o rosto de George Soros em todo o país, que provocou a ira da comunidade judaico-húngara. Esta passou, por sua vez, a acusar o governo de alimentar o antissemitismo, o que Budapeste rejeita. (AFP)

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