MPLA considera prematuro falar sobre revisão constitucional

Candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, concede entrevista aos jornalistas (Foto: Pedro Parente)

O candidato do MPLA a Presidente da República, João Lourenço, considerou nesta sexta-feira, em Luanda, “imprudente e prematuro” anunciar eventuais alterações à Constituição da República.

Falando em conferência de imprensa, João Lourenço lembrou que a lei magna foi aprovada pelo Parlamento e “não imposta”, sublinhando que uma eventual alteração ou revisão só é possível com maioria qualificada de mais de dois terços.

Afirmou que o MPLA não está em condições de afirmar, publicamente, se vai alterar a Constituição, tendo em conta a imprevisibilidade dos resultados eleitorais.

Em relação a questão da coabitação entre o candidato e o actual líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, disse que é um “falso problema”, na medida em que fazem parte do mesmo partido e partilham a mesma ideologia.

João Lourenço esclareceu que a expressão coabitação é normalmente utilizada quando os líderes são de partidos diferentes, o que no caso de Angola parece incorrecto, se for o MPLA a triunfar no pleito eleitoral de Agosto próximo.

“Quer o líder do partido, quer o futuro presidente, caso consigamos conquistar os corações dos angolanos, serão do mesmo partido, com a vantagem de um ser presidente e o outro vice-presidente do partido”, rematou.

João Lourenço fazia alusão às questões que têm sido levantadas quanto ao futuro da liderança do país caso o MPLA ganhe as eleições, uma vez que o actual Presidente da República e do partido, José Eduardo dos Santos, continuará a liderar a formação política até 2018.

Prometeu, em caso de vitória, trabalhar com o presidente do MPLA em “perfeita harmonia” e conseguir assim materializar a estratégia do líder, o manifesto eleitoral e o programa de governo do seu partido.

Quanto a diferença de estilo de governação entre o futuro presidente e o actual Chefe de Estado, disse que haverá diferenças, embora sejam da mesma família política.

“É verdade que não podemos querer que tenhamos um estilo de governação exactamente igual. Haverá diferenças com certeza”, disse.

Prometeu governar no interesse de todos os angolanos, independentemente das ideologias partidárias de cada um.

O candidato do MPLA a Presidente da República esteve, de Fevereiro a Julho, envolvido numa campanha de apresentação junto dos militantes, amigos e simpatizantes do seu partido.

As eleições gerais de 23 Agosto, quartas da história do país, contarão com cinco partidos políticos (MPLA, UNITA, PRS, FNLA e Aliança Patriótica) e uma coligação (CASA-CE). (Angop)

DEIXE UMA RESPOSTA