Moxico: Opiniões divergem sobre novo horário da função pública na província

Edifício do Governo Provincial do Moxico (Foto: Gaspar dos Santos)

Funcionários das diversas instituições da função pública divergiram, no Luena, sobre a avaliação dos primeiros 30 dias da fase de experimentação do novo horário da função pública, em vigor desde 1 de Junho do ano corrente.

Na fase experimental de 180 dias, o decreto do novo horário da função pública exarado há um mês pelo governo do Moxico, estipula que a entrada e saída no local de trabalho passa a ser das 7h00 ás 14h30, de segunda a quinta-feira, e 7h30 ás 14h00, às sextas-feiras, contra o anterior que era das 8h00 às 15h00.

Numa ronda efectuada pela Angop a propósito, o chefe do departamento provincial dos Recursos Humanos do Governo provincial do Moxico, Quintas Sampieca, disse que “vale apenas” o novo horário, porque os funcionários têm maior possibilidade de produzir mais no período da manhã, e a “tarde têm outros afazeres”.

Segundo o responsável, pela experiência feita ao longo dos primeiros 30 dias, deu para fazer uma “avaliação positiva” da adaptação dos funcionários do Governo da província do Moxico, neste horário.

Já o chefe do Departamento da Agricultura Desenvolvimento Rural no Moxico, Tomás José Inácio, disse que o horário é favorável, pois há preocupação de se acordar cedo e ir ao serviço.

Por seu turno, o chefe do Departamento da Administração e Gestão de Recursos Humanos da Direcção da Assistência e Reinserção Social (MINARSS) do Moxico, José Chicolassanhi Tchilita, argumentou que na instituição que trabalha, os funcionários abraçaram com satisfação o novo horário embora alguns desejam que se volte ao antigo.

Quanto a isso, o técnico do Departamento de Recursos Humanos e Jurídico da Delegação provincial das Finanças do Moxico, Amílcar Lilai, disse que só tem a “falar bem” do novo horário. Dá-lhe muitos benefícios entre os quais maior gestão de tempo em questões pessoais.

A chefe de Secção dos Recursos Humanos da Administração do Município sede do Moxico, Ana Ngamboia, quer que se volte ao antigo horário, porque está ser difícil para muitos trabalhadores se adaptar, por viverem distante da cidade capital, a situação se agravou ainda mais por ser época de frio.

Por último, a chefe do Departamento do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADC), no Moxico, Maria Francisco, opina que a adaptação ao novo horário será difícil, uma vez que existem funcionários que antes de ir ao serviço “têm de levar os filhos à escola” e ainda há estudantes trabalhadores quase chegam a não trabalhar metade da hora exigida.

O novo horário foi estabelecido nos termos do nº 1 da lei nº 15/16 de 12 de Setembro, que versa sobre a Administração local, tendo em conta que a província está situada na região leste do país e por essa razão conta com condições geográficas e climáticas específicas. (Angop)

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