Ministra anuncia instituto para protecção da Palanca Negra

Mais de uma centena de animais foram descobertos recentemente (FOTO: ANGOP)

O Ministério do Ambiente projecta a criação de um instituto vocacionado ao estudo, gestão, conservação e protecção da Palanca Negra Gigante, anunciou hoje (terça-feira), em Malanje, a titular da pasta, Fátima Jardim.

A iniciativa, segundo a ministra, deverá ser instalada em Malanje e vai facilitar a troca de experiências entre parceiros na salvaguarda da espécie, existente apenas no Parque de Cangandala, província de Malanje.

A dirigente fez esse anúncio durante um encontro que manteve com o governador provincial, Norberto Fernandes dos Santos “Kwata Kanawa” e parceiros socias, nomeadamente o representante das Nações Unida em Angola, Pier Paolo Balladelli, e o Presidente do Conselho de Administração da Endiama-EP, Carlos Sumbula, à margem da visita que efectuam hoje à Malanje, visando essencialmente traçar estratégias de reforço da área de conservação do Parque Nacional de Cangandala.

De acordo com a ministra, a Palanca Negra Gigante transformou-se num símbolo não só nacional, como também universal, o que implica a criação de um órgão encarregue pela continuidade da espécie, por isso pensa-se na criação do referido instituto, cujo projecto conta já com algumas parcerias.

Nesta conformidade, solicitou o engajamento do governo local para a sua concretização.

A par disso, Fátima Jardim deu a conhecer a intenção da ampliação do habitat da Palanca Negra Gigante, em função da descoberta de mais de uma centena da população da referida espécie, ao longo do rio Luando, arredores do parque, em prol da biodiversidade.

Durante o encontro, a responsável informou estarem vedados 34 quilómetros dos 120 previstos do parque Nacional de Cangandala, número que disse ser insatisfatório ainda, tendo em conta os três mil hectares onde estão confinadas as Palancas Negras Gigantes.

Porém, acrescentou que esforços continuam a ser empreendidos na modernização da gestão do referido parque, tendo já sido gastos 900 milhões de kwanzas.

Ainda hoje, a delegação vai visitar o Parque Nacional de Cangandala, de modo a inteirar-se do nível de conservação do espaço e do habitat da Palanca Negra. (ANGOP)

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