Malema apresenta condições para trabalhar com o ANC

Jacob Zuma e Julius Malema (REUTERS/Siphiwe Sibeko-SOUTH AFRICA)

O EFF consideraria uma coligação com o ANC se o próximo líder do partido governamental na África do Sul declarasse o fim da corrupção institucional e prometesse responsabilizar o Presidente Jacob Zuma dos casos corrupção de que é acusado.

“Os Combatentes pela Liberdade Económica e o Congresso Nacional Africano devem trabalhar juntos, mas o que impede essa comunhão é a corrupção institucionalizada pelo partido governante”, disse o líder do EFF, Julius Malema, numa entrevista ao jornal “Sowetan”, sobre os quatro anos do partido na quarta-feira.

Malema disse que os líderes do ANC estavam ocupados em campanha para a sucessão de Zuma em Dezembro próximo, mas nenhum dos postulantes era sério em relação à luta contra a corrupção.

Por enquanto, são dois, o vice-Presidente Cyril Ramaphosa e a antiga ministra dos Negócios Estrangeiros Nkosazana Dlamini-Zuma, os principais candidatos à sucessão de Zuma.

Em relação a Ramaphosa, o líder do EFF disse que apesar de toda a sua retórica, o vice-Presidente ainda protege o Chefe do Estado, tal como o Partido Comunista Sul-Africano (SACP).

Quanto a Nkosazana Dlamini-Zuma, ele a considerou “uma extensão de Zuma”, pelo que ela não lutaria contra a corrupção.

Malema disse que se o ANC ganhasse menos de 50% dos votos nas eleições gerais de 2019, o seu partido consideraria formar uma coligação, mas apenas se o líder do partido governamental dissesse publicamente antes: “Vou prender Zuma por corrupção”.

“O EFF trabalhará com o ANC cujo líder declarar antes de 2019 que irá deter Zuma por corrupção, por coisas erradas que fez durante o seu mandato”.

Ele advertiu o ANC de que a sua arrogância estava provocar a erosão no seu apoio e isso e foi o motivo da perda para a oposição nas eleições dos poderes locais em 2016 (Jornal de Notícias MZ)

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