Maduro convoca Conselho de Defesa após ameaça de Trump

Arquivo) O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro (Afp)

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se reuniu nesta terça-feira com os representantes dos poderes do Estado para acertar acções diante da ameaça do líder americano, Donald Trump, de impor sanções económicas à Venezuela.
Maduro convocou ao palácio presidencial de Miraflores os membros do Conselho de Defesa, integrado pelos líderes dos poderes públicos, “para responder integralmente a ameaça imperial”, anunciou no Twitter.
O presidente do Parlamento, Julio Borges, não participou da reunião.

Segundo imagens transmitidas pela televisão governamental, Maduro estava acompanhado, entre outros, pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e pelos presidentes do Supremo Tribunal e do Poder Eleitoral, Maikel Moreno e Tibisay Lucena.

O encontro foi convocado um dia depois de Trump ameaçar a Venezuela com sanções económicas se Maduro persistir em realizar a Assembleia Constituinte.
“Os Estados Unidos não ficarão de braços cruzados enquanto a Venezuela se destrói. Se o regime de Maduro impuser a sua Assembleia Constituinte em 30 de julho, os Estados Unidos tomarão fortes e rápidas acções económicas”, assinalou.

Ao convocar o Conselho de Defesa, o socialista assegurou que a resposta do Estado a essas ameaças será “muito firme, em defesa do património histórico anticolonialista e anti-imperialista” da Venezuela.
“A nossa pátria não recebe ordens e nem é comandada por nenhum governo estrangeiro. Aqui os venezuelanos mandam. Aqui o povo manda”, acrescentou.

Maduro já havia convocado o Conselho de Defesa em 31 de Março, depois que a procuradora-geral, Luisa Ortega, considerou as decisões do Supremo Tribunal de Justiça uma “ruptura da ordem constitucional”.
Segundo a Constituição, o Conselho de Defesa é “o máximo órgão de consulta para o planeamento e a assessoria do poder público nos assuntos relacionados com a defesa da nação, de sua soberania e da integridade de seu espaço geográfico”. (AFP)

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