Líder da oposição vai a prisão domiciliar na Venezuela

Escassez de alimentos na Venezuela marcou o ano de 2016 (MIGUEL GUTIERREZ/EPA)

O líder da oposição venezuelana Leopoldo López passou para a prisão domiciliar e foi recebido pela sua família neste sábado após três anos encarcerado por protestar contra o governo.

O retorno de López a sua casa em Caracas ocorre num momento em que a Venezuela se encontra novamente convulsionada por manifestações contra o presidente socialista Nicolás Maduro, lutando com uma crise econômica e censura global por superar os poderes do congresso liderado pela oposição.
López, 46, educado em Harvard e ex-prefeito fotogênico que foi impedido de ocupar os cargos para os quais foi eleito, deixou a prisão militar Ramo Verde nesta madrugada e se reuniu com a esposa e os dois filhos pequenos, de acordo com familiares.

“Há alguns dias, eles o puniram com isolamento de três dias sem luz ou água”, disse seu pai que possui o mesmo nome, em entrevista à rádio espanhola.
“(Agora) ele está abraçando seus filhos e está com a esposa … Estou feliz, ele está feliz, é claro”, acrescentou dizendo que seu filho usa uma tornozeleira eletrônica.
A oposição já chamou López de um preso político, e líderes em todo o mundo, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionaram por sua libertação.

Maduro, que por anos se recusou a perdoar López, o descreveu como um terrorista perigoso que procurou derrubá-lo através da violência nas ruas. Os apoiadores do governo muitas vezes observam o papel de López em um golpe de curta duração de 2002 contra o ex-líder Hugo Chávez ao ajudar na prisão de um ministro.
O Supremo Tribunal da Venezuela informou que López passara para a prisão domiciliar devido a problemas de saúde, informação ainda não confirmada pela família.

Os líderes da oposição aplaudiram o retorno de López para casa, mas disseram que a liberdade deveria ser total, assim como os demais inimigos de Maduro encarcerados.
O governo diz que todos os ativistas presos estão sendo mantidos sob acusações legítimas, incluindo conspiração de golpe. (Reuters)

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