Laboratório de Jesus revela Gelson Dala como futura pérola do Sporting

Gelson Dala (DR)

Sporting, apenas com dois presumíveis titulares de início, empatou (1-1) com um Belenenses muito organizado, apesar de ter sido sempre superior fosse qual fosse o sistema

Foi o primeiro jogo mais ou menos a doer de uma e outra equipa, terminou empatado a um golo, e a verdade é que ambas deram bons sinais tendo em conta o padrão de jogo que tendencialmente vão exibir durante a época.

De um lado um Belenenses organizado defensivamente, que soube aguentar a tentação de se desposicionar e com uma cara nova, Diogo Viana, a evidenciar-se. Do outro, o candidato ao título Sporting sem a esmagadora maioria da sua artilharia – Coentrão, Doumbia, Mathieu e Coates, isto sem falar nos internacionais que estiveram ao serviço da selecção. Para se perceber do que estamos a falar vamos apenas dizer que no onze inicial estavam apenas dois presumíveis titulares; o fiável Piccini, no lado direito da defesa, e o inevitável Bas Dost, que ontem teve pouco jogo porque o Sporting não fez alinhar um único extremo puro e por isso optou muito por um jogo interior e de combinações.

Nesse capítulo, podemos estar perante uma grande surpresa que dá pelo nome de Gelson Dála. Se fosse um daqueles futebolistas contratado por alguns milhões de euros dizíamos que a primeira amostra tinha deixado água na boca. Assim, deixou à mesma mas os milhões ficaram no cofre do clube de Alvalade. Este angolano pode ser uma boa alternativa para complemento de Bas Dost ou então como membro de uma dupla de ataque – com Doumbia, porque não?

Jesus está em pleno laboratório a tentar perceber quais destes jogadores têm condições para permanecer no plantel porque não vale a pena estarmos a dourar a pílula. Possivelmente a maioria dos que jogaram ontem diante do Belenenses terão outro destino que não a equipa principal dos verdes e brancos.

O treinador optou por colocar dois jogadores – o reforço Matheus Oliveira e Iuri Medeiros – como alas mas a procurarem muito o jogo interior e fez alinhar Petrovic e Battaglia, com o sérvio a fazer de William e o argentino de Adrien – e que bem que jogou o novo Petrovic.

Percebeu-se que a equipa já joga segundo a ideologia de Jesus e que há trabalho feito. O problema foi com a ala esquerda, pois André Geraldes não sabe jogar como lateral daquele flanco e Matheus Oliveira tem dificuldades no momento defensivo. O Belenenses percebeu que era ali que estava o filão e por isso procurava aquele flanco. Aliás, sem fazer muito ofensivamente, os azuis chegaram ao golo, por aquele lado, com Diogo Viana a cruzar para um estupendo remate de André Sousa.

Na segunda parte, Jesus mudou e foi com Leonardo Ruiz em campo que chegou ao empate. Petrovic fez um roubo de bola sensacional e desmarcou o colombiano que finalizou com qualidade.

Deu para ver ainda Bruno Fernandes, quando Jesus mudou para 4x2x3x1, com o internacional português a jogar atrás do avançado. Bons pormenores e muita vontade que não chegaram para alterar o marcador. O Belenenses ainda se mostrou afoito quando o Sporting testou os três centrais, mas as muitas substituições quebraram o ritmo de um encontro que deve ter deixado satisfeitos ambos os treinadores. (Diário de Notícias)

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