Jovem que matou a mulher porque o filho nasceu ‘mulato’ em julgamento

Fidel António, acusado de ter assassinado a mulher por esta ter gerado um menino com a cor de pele supostamente mais clara, terá chorado ao ver o filho pela primeira vez, no tribunal (DR)

Fidel António, acusado de ter assassinado a mulher por esta ter gerado um menino com a cor de pele supostamente mais clara, terá chorado ao ver o filho pela primeira vez, no tribunal.

Volvidos mais de 18 meses, o caso que chocou a sociedade angolana, em particular os moradores de Cacuaco, Bairro dos Bakongos, está em julgamento na 3.ª Secção do Tribunal Provincial de Luanda. Fidel António, agora com 31 anos, que vivia maritalmente com Maria Lenda “Vivi”, de 24 anos, com quem fez três filhos (duas meninas e um rapaz), vem acusado de ter morto a esposa.

O último filho do casal, por sinal o único rapaz, terá sido o motivo da desconfiança e consequentemente da agressão física que levou à morte de Vivi. À data dos factos, Pedro Sango, tio da vítima, dissera ao jornal OPAIS que o cidadão em causa havia assassinado à pancada a mulher, agressão confirmada na autópsia que referia como causas da morte quatro costelas fracturadas, traumatismo craniano e golpes com objecto contundente em várias partes do corpo.

Actualmente, o caso está sob alçada do juiz Milecamena António João, da 3.ª Secção, e já perto das alegações finais. Ontem foram ouvidos dois declarantes, dentre os quais Natália José, uma vizinha que terá ouvido, na noite fatídica, Maria Lenda “Vivi” a clamar para que Fidel parasse de a bater. “Fidel, Fidel, vais me matar”, dizia a vítima, segundo Natália. (O País)

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