Huila: Gravidez precoce afasta centenas de adolescentes das escolas, diz estudo

(Foto: D.R.)

A gravidez na adolescência constitui uma forte motivação para o abandono escolar na província da Huíla, um factor negativo para a progresso académico dos adolescentes afectados, revela um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemofayo

O estudo, que se incidiu sobre menores dos 14 aos 15 anos de idade, com o foco nos municípios do Lubango, Quipungo e Matala, em Abril e Maio do ano em curso, abordou os factores relacionados com a gravidez entre adolescentes, sem revelar o número exacto de menores que abandonam a escola anualmente por esta razão.

A investigação a que a Angop teve acesso hoje, no Lubango, revela que a incapacidade da família e da escola em lidar profissionalmente com casos do género, agrava ainda mais o insucesso escolar.

A maior parte das adolescentes estudadas nessa situação abandonaram a escola voluntariamente, outras são forçadas a mudar para o período nocturno e há as que são expulsas do agregado familiar, de acordo com estudo.

Segundo o documento, o consumo de álcool e outras drogas promovem comportamentos de risco no que se refere a sexualidade dos adolescentes, impulsionando a gravidez precoce nesta fase inapropriada.

A investigação sugere que é necessário que o Ministério da Educação desenhe mecanismos articulados com as demais forças sociais, para a promoção da educação sexual no ensino e criar formas compensadoras a nível das escolas, para reduzir o impacto da gravidez nessa franja social e assegurar a progressão académica da mesma.

A pesquisa teve como objectivos a medição da magnitude da experiência sexual, o nível de gravidezes entre os adolescentes, avaliação da influência da vida familiar na sexualidade dos adolescentes, descrever os factores psicossociais e caracterizá-los como predictores de vida sexual dos adolescentes.

Explorar a influência da escola e dos amigos na vida sexual dos adolescentes, delinear a influência da religião e outros factores culturais na sexualidade dos adolescentes e identificar o nível de conhecimento e das práticas relacionadas com a protecção do VIH, respectivamente, foram outros propósitos do estudo.

Foram inquiridos mil e 35 adolescentes, 528 foram sexo feminino e 507 masculino com uma média de 15,7 anos de idade. Das adolescentes estudadas, 63,5% estiveram grávidas na área urbana, 57,4% no espaço periurbano e 42% no meio rural, fazendo parte maioritariamente jovens do município do Lubango por ser o mais populoso da província. (ANGOP)

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