Governos africanos sem vontade politica para travar a corrupção, dizem organizações

Artéria da Cidade de Maputo, capital de Moçambique (Foto: Pedro Parente)

Organizações africanas da sociedade civil concluíram, em Maputo, que os governos do continente têm falta de vontade política para combater a corrupção.

Reunidos em Maputo, num encontro organizado pela Transparência Internacional, representantes de 29 organizações de promoção da transparência recordaram que a corrupção é a questão mais séria entre as que impedem o desenvolvimento de África.

O balanço dos últimos 12 meses refere que a corrupção piorou em todos os países, sendo o sector da saúde, o mais afectado.

Segundo o Centro de Integridade Pública – CIP, a situação tende a piorar, muito por culpa da falta de vontade política para combater a corrupção.

Transparência não é ameaça

Para ultrapassar esta situação, o alto-comissário adjunto do Reino Unido em Moçambique, Henry Kendrick, diz ser necessário olhar para a transparência de forma positiva.

“Há quem vê a transparência como uma ameaça, mas é preciso mudar esta percepção, porque a transparência é boa para o governo, para o povo e para o comércio” diz Kendrick.

Na reunião, as organizações notaram que há muitas experiências positivas no continente, que devem ser replicadas, para reforçar a advocacia comum para combater a corrupção.

“Temos que reforçar a nossa advocacia usando as estratégias que, certamente temos em alguns países, e que de uma ou de outra forma, têm trazido resultados positivos, ainda que escassos” disse Paul Banoba, membro do secretariado da Transparência Internacional. (Voa)

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