General demite-se por “divergências inultrapassáveis” com Chefe do Estado-Maior

O ministro Azeredo Lopes na fragata D. Francisco de Almeida (Foto: EMGFA)

A gota de água foi o caso de Tancos e a forma “inqualificável” como o CEME decidiu exonerar cinco comandantes por causa do furto de armamento do paiol da base militar

O general José Calçada, comandante de Pessoal do Exército, demitiu-se por “divergências inultrapassáveis” com o Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), segundo confirmou ao Expresso.

O general apresentou um pedido de exoneração de funções na sexta-feira. Depois de meses de divergências, a gota de água foi o caso de Tancos e a forma “inqualificável” como o CEME decidiu exonerar cinco comandantes por causa do furto de armamento do paiol da base militar.

O CEME esteve na quinta-feira no parlamento para ser ouvido sobre o assalto aos paióis de Tancos. Na ocasião o general Rovisco Duarte disse “duas vezes ter-se sentido chocado e humilhado” com o sucedido e disse ainda que espera obter “em três ou quatro semanas” os resultados das investigações que determinou. Já na altura fontes militares ouvidas pelo DN manifestaram-se indignadas com o CEME pela aparente contradição resultante de atribuir ao Exército completa responsabilidade pelo roubo e, ao mesmo tempo, afirmar que mantém total confiança nos comandantes que exonerou. (Diário de Notícias)

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