Galp recua na produção petrolífera em Angola

Plataforma de Petróleo em actividade no Offshore angolano (Foto: Angop)

O Brasil sustentou a área de exploração e produção da Galp Energia no segundo trimestre, contrariando o recuo de Angola. A distribuição avançou, e as vendas de gás natural apresentaram um comportamento misto.

A Galp aumentou a produção média de petróleo no segundo trimestre de 2017, mas o comportamento do mercado angolano deslizou, segundo divulgou a empresa nos dados preliminares relactivos ao período entre Abril e Julho. O Brasil, o maior mercado nesta área, deu o grande contributo.

A produção média “net entitlement” da Galp, que diz respeito à produção petrolífera obtida depois de pagos todos os custos associados a concessões – que é a que tem impacto nas contas da empresa – aumentou 2,2% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores. O Brasil, o grande mercado neste campo, marcou um avanço trimestral de 3,2% para uma produção de 81,8 mil barris por dia.

Já Angola registou uma quebra de 9,5% na produção no petróleo, passando de 6,9 mil barris por dia, no primeiro trimestre de 2016, por dia para 6,2 mil, no mesmo período de 2017. No mercado angolano, a empresa dirigida por Carlos Gomes da Silva tem seis licenças de exploração.

Como normalmente ocorre nestes resultados preliminares, divulgados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários esta segunda-feira 17 de Julho e que servem de barómetro para a evolução dos resultados no período referente, não são avançadas explicações, mas Angola também penalizou o desempenho da produção média na evolução homóloga. No global, a produção homóloga subiu 68,8%, mas sobretudo graças ao Brasil, com um disparo de 81,7%. Já Angola marcou uma quebra de 12,8%.

Refinação a crescer

O ramo de distribuição e refinação, que passa pelo processamento das matérias-primas em Matosinhos e Sines e posterior venda, sobretudo em Portugal e Espanha, cresceu entre Abril e Julho deste ano, tanto na comparação trimestral como na homóloga. Olhando para a evolução face ao ano passado, o crescimento deve-se às paragens nas infra-estruturas que se tinham verificado em 2016.

Na comparação homóloga, o crescimento das matérias-processadas foi de 13,9%, ao passo que o das vendas de produtos refinados ficou-se por um ganho de 5,9%.
As matérias-primas processadas pela empresa dispararam 14,8% face ao trimestre anterior, enquanto as vendas de produtos refinados somaram 8,2% (9,3% tratando-se de clientes directos).

Gás natural e electricidade mistos

A área ligada ao gás natural e à comercialização de electricidade apresentou uma tendência mista, consoante o cálculo é homólogo ou trimestral.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, que tem em conta as operações no mesmo período de tempo, as vendas totais de gás natural aumentaram 8,2%, devido ao ganho dos clientes direitos (19,3%), já que a transacção nos mercados internacionais, o chamado “trading”, deslizou (-5,2%).

Na comparação trimestral, as vendas totais afundaram 14%, aqui registando uma quebra nos clientes direitos (-8,5%), mas sobretudo no “trading” (21,3%).

Os resultados da Galp Energia serão apresentados a 31 de Julho. (Jornal de Negócios)

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