FRELIMO acusada de cobrar quotas

Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique. (Cristiana Soares/RFI)

Valores monetários estabelecidos podem chegar aos 20 mil meticais
A FRELIMO é acusada de fazer cobranças coercivas a funcionários públicos, incluindo professores, para custear as despesas do seu XI Congresso, marcado para Setembro próximo, mas responsável do Partido nega tal acusação.

Circulam nas redes sociais informações sobre a existência de alegadas listas de apoio ao congresso, em que se estabelecem valores monetários que funcionários devem canalizar para o partido, e que podem chegar aos 20 mil meticais.

Alguns analistas dizem que apesar de a FRELIMO ser hoje um Partido estabilizado do ponto de vista institucional, em função da sua facilidade, como Governo, de ter acesso a recursos que lhe permitem garantir o funcionamento da sua máquina administrativa e até política, ela começa a sentir o peso de alguns militantes, sobretudo jovens, que questionam alguns actos e procedimentos do Partido.

Dizem os analistas que são, eventualmente, esses jovens que fazem circular essas listas, através das redes sociais, aparentemente por não concordarem com tais cobranças. (Voa)

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