Enviado do Presidente da República entrega mensagem em Roma

Roma: Pormenor do encontro entre o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni (à dir.), e o ministro angolano da Defesa Nacional, João Lourenço (à esq.). (FOTO: CEDIDA PELA FONTE)

Uma mensagem verbal do chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, foi transmitida hoje, terça-feira, em Roma, ao primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, pelo ministro da Defesa Nacional, João Lourenço.

A missiva inscreve-se no reforço das relações de cooperação nos domínios político, diplomático e económico entre os dois países.

João Lourenço, que deixou no final desta tarde Roma, esteve anteriormente em Paris, França, com o mesmo objectivo, onde entregou uma mensagem do Chefe de Estado angolano ao Presidente francês Emmanuel Macron.

Durante a audiência com o chefe do Governo italiano, os dois interlocutores passaram em revista as relações entre os dois Estados, que são consideradas “excelentes”, refere uma nota da Embaixada de Angola na Itália.

No encontro foi igualmente analisada a situação política dos dois países, com realce para a realização de eleições, que terão lugar em Angola, em Agosto próximo, e no próximo ano em Itália.

Segundo o secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que presenciou o encontro, os dois governantes discutiram a cooperação económica com África, um assunto que também esteve na agenda da cimeira do G7, realizada em Junho na Itália, e na reunião do G20 que teve lugar recentemente na Alemanha.

De acordo com o diplomata, a parte italiana explicou ao enviado especial do Presidente José Eduardo dos Santos que o país enfrenta um grande fluxo migratório, principalmente, a partir do norte de África.

Manuel Augusto acrescentou que a Itália preconiza, para combater a imigração, maior cooperação e investimento nos países de origem dos migrantes, que para além da instabilidade político-militar, também fogem de situações de pobreza.

Só nos primeiros seis meses deste ano, a Itália registou cerca de 85 mil entradas de migrantes através da costa marítima daquele país, na sua maioria provenientes de países africanos como a Nigéria, Guiné, Côte d’ivoire, Gâmbia, Senegal, Mali, Marrocos, Eritreia e Sudão, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Neste contexto, a parte angolana referiu que Angola tem enfrentado um fenómeno idêntico, registando presentemente mais de 30 mil refugiados da República Democrática do Congo, devido a instabilidade política naquele país vizinho.

Paolo Gentiloni, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, é chefe do governo da Itália desde de Dezembro de 2016, substituindo Matteo Renzi, que renunciou ao cargo, depois de um referendo popular ter rejeitado a sua proposta de reforma constitucional.

Matteo Renzi foi o primeiro chefe do Governo italiano a deslocar-se a Angola, em 2014, tendo a visita sido retribuída pelo presidente José Eduardo dos Santos, em Julho de 2015, altura em que foram rubricados vários acordos de cooperação.

A Itália foi o primeiro país da Europa Ocidental a reconhecer a independência de Angola, em Fevereiro de 1976, é o terceiro parceiro da Itália na África subsaariana, depois da África do Sul e da Nigéria. (ANGOP)

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