Em Espanha quase 260 mil pessoas perderam o trabalho no mesmo dia

Mariano Rajoy (DR)

No último dia do mês de junho, a Segurança Social de Espanha viu desaparecerem 257.014 postos de trabalho por causa do fim de milhares de contratos a termo. Este corte representou uma queda de 1,4% no sistema de segurança social espanhol.

Este valor superou o de 31 de agosto de 2016, um dia conhecido por ter registado a maior perda de lugares num só dia. A prática relativa aos contratos temporários não tem passado despercebida à Inspeção do Trabalho e da Segurança Social Espanhola, que denuncia o abuso destes contratos e o seu uso fraudulento. Afinal, dispensar trabalhadores antes do fim de semana e recontratá-los no início da semana seguinte, é uma prática comum, avança o El País. Outra das tendências é a de dispensar funcionários no final do mês e recontratá-los, novamente, no início do mês seguinte. Na época de pontes e no fim dos trimestres, o recrutamento também se mantém volátil.

Numa análise mais detalhada à realidade diária do mercado de trabalho espanhol, observa-se o abuso de contratos temporários e o seu uso fraudulento por parte dos empregadores, dá conta a publicação. Apesar das tentativas sucessivas da Inspeção do Trabalho espanhola, a fiscalização escasseia face ao número de contratos celebrados sob estes termos. Só no final mês do mês de junho, segundo trimestre do ano, o fenómeno repetiu-se, mas em grande escala, com 260.000 trabalhadores a conhecerem o fim do seu contrato.

De acordo com dados da Asempleo, representante das empresas de trabalho temporário, os contratos com menos de sete dias, representam 25% de todos os contratos assinados. O professor de Economia na Universidade Complutense de Madrid José Ignacio Conde-Ruiz alertou para o fenómeno dando conta do abuso dos contratos temporários e do grande número de contratos com data de validade que variam mensalmente.

Embora se tenha registado menos 100 mil desempregados em Espanha, na época turística, a diferença entre o final de maio e o final de junho, no entanto, foi negativa e representou um colapso de 65.056 postos de trabalho. (Dinheiro Vivo)

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