Eleições/2017: “Caça” ao voto ganha corpo

Boletim de voto para eleições de 2017 (Foto: Foto divulgação)

Os dirigentes dos partidos concorrentes às eleições gerais de 23 de Agosto próximo reservaram o dia de hoje, das suas actividades de campanha, a “caçar” votos junto dos eleitores, sobretudo através do contacto directo, porta-a-porta, um pouco por todo o país.

Neste quinto dia de campanha, o candidato do MPLA a vice-presidente da República, Bornito de Sousa, elegeu o Bengo como palco da sua actividade política.

Esta estratégica província, situada a norte de Luanda, constituiu a primeira região político-militar, ou seja, o berço da luta de guerrilhas do MPLA contra as forças do regime colonial português.

Na capital do país, a principal actividade do partido, no contacto junto das populações, esteve a cargo do respectivo primeiro secretário provincial, Higino Carneiro, que calcorreou os diferentes distritos urbanos do populoso município de Viana.

Além dos insistentes apelos ao voto, Higino Carneiro dedicou-se a instruir os eleitores sobre os procedimentos a observar no momento de o exercer, um exercício pedagógico que se destina a corrigir os erros e falhas que levam frequentemente à anulação deste acto cívico.

De resto, os contactos porta-a-porta dominaram a acção dos demais partidos e da coligação de partidos nesta jornada de campanha, que foi predominantemente desenvolvida no interior do país.

Neste quinto dia, saltou à vista o facto de os líderes da Unita, PRS, APN e da coligação CASA-CE terem trabalhado no interior do país, respectivamente em Cabinda, Namibe, Huambo e Huíla, em busca de apoio eleitoral.

No sábado, e à excepção da Unita, cujo candidato continuará a trabalhar na província mais ao norte de Angola, os do MPLA, PRS, FNLA, APN e da CASA-CE escolheram, respectivamente, a Huíla, Namibe, Cuando Cubango, Bié e Benguela como palcos das suas actividades.

Como é de esperar, comícios e ajuntamentos populares marcarão as actividades do dia, que se traduzirão em autênticos “banhos de multidões”, ocasião que os partidos e candidatos aproveitam para melhor interagir com os militantes e apoiantes.

Enquanto isso, 50 observadores eleitorais – de um total nacional de 750 elementos – membros de 48 organizações do Observatório Eleitoral Angolano (OBEA), foram apresentados, em Luanda, à comunidade internacional.

Por seu lado, a Unita fez chegar, ao presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), André da Silva Neto, um memorando sobre preocupações referentes ao cumprimento dos prazos previstos na Lei Orgânica das Eleições.

O conteúdo do documento, segundo Adalberto Costa Júnior, mandatário da lista da UNITA, será divulgado formalmente sábado (29), após um encontro entre a UNITA, a CNE e os comissários dessa instituição organizadora de eleições em Angola. (Angop)

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