Egito: 28 pessoas condenadas à morte pelo assassinato de procurador-geral

Réus foram sentenciados em junho, mas tribunal aguardava decisão do líder religioso do país (Reuters)

Hisham Barakat foi vítima de um atentando com carro-bomba em 2015. Egito culpa grupos radicais islâmicos.

O Tribunal Penal do Cairo condenou 28 pessoas à pena de morte este sábado (22.07) pelo assassinato do procurador-geral do Egito, Hisham Barakat, em meados de 2015. O tribunal também condenou outros 38 acusados no mesmo caso a penas que variam de 10 anos até a prisão perpétua, disseram as autoridades.

Hisham Barakat foi morto num atentado com carro-bomba, que também atingiu vários seguranças do procurador-geral e civis. As autoridades egípcias culpam a Irmandade Muçulmana e os militantes do Hamas, com sede em Gaza. Ambos os grupos negaram ter envolvimento na morte do procurador-geral.

No mês passado, a Justiça remeteu as sentenças de 30 pessoas ao mufti egípcio para que se pronunciasse e este sábado o tribunal condenou à morte 28 delas após a decisão da autoridade religiosa.

Segundo a fonte da agência de notícia EFE, esta decisão não é definitiva já que pode ser apelada.

Defesa critica decisão

“Os vereditos foram chocantes hoje”, disse um dos advogados de defesa, Ahmed Saad, em declaração à agência Reuters. “Outros que não tiveram nada a ver com o assassinato do mártir Hisham Barakat receberam sentenças de prisão perpétua. Eles não tiveram nada a ver com o incidente”.

A agência de notícias estatal “Mena” assegurou que os acusados foram condenados também por terem algum tipo de vínculo com o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, já que supostamente realizariam “atentados terroristas” no Egito.

Barakat, de 65 anos, tinha sido nomeado para o posto em julho de 2013, após a derrocada militar do presidente Mohamed Mursi, e indiciou milhares de islamitas em seus dois anos no cargo.

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